segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A CENSURA DO GOVERNO MILITAR E AS NOVELAS DA GLOB



A prática de censura às artes, à literatura e às comunicações, é uma conseqüência dos governos repressivos, que usam dos veículos de comunicação para a divulgação de uma poderosa propaganda de estado, vetando aqueles que se lhe opõem. A Alemanha nazista foi quem mais soube usar dos veículos de comunicação, passando para o povo germânico e para o mundo a utopia de um estado totalitário. Não foi diferente no Brasil na época da ditadura militar, que durou de1964 a 1985. Durante duas décadas, a censura impôs o seu conceito de estado, moral e civismo em prol do regime dos presidentes vindos da caserna. Este período foi dividido em dois, o primeiro, de 1964 a 1968, considerado mais brando, que ocasionou um erro histórico das lideranças políticas da época, que viam 1968 como o ano em que a ditadura estava enfraquecida e pronta para ser derrubada, erro que terminou na promulgação do Ato Institucional número 5 (AI-5), de 13 de dezembro de 1968, que fechou o Congresso, cassou mandatos, negando hábeas corpus aos presos políticos. O regime militar entrou na sua segunda fase, com um endurecimento maior. Após o AI-5, a liberdade de expressão passou a ser vigiada, todos os veículos de comunicação (imprensa, música, televisão, teatro, cinema) deveriam ter as suas pautas previamente aprovadas, sujeitas à inspeção local por agentes autorizados.
A imagem que o autoritarismo do regime militar no Brasil queria passar era a de um governo estável politicamente, de uma nação regida por uma rígida moral cristã e de bons costumes, de um país próspero e em pleno ápice do desenvolvimento. Qualquer menção à tortura, à perseguição política ou à falta de liberdade de pensamentos, era proibida, omitida diante de uma nação que, na maioria das vezes, sua população não sabia o que estava a acontecer nos calabouços da ditadura, ou, no jogo de poder que assolava a nação.

Jornais, Revistas, Músicas... Censura Geral


A censura à imprensa gerou diferentes reações. Jornais e revistas quando tinham suas matérias censuradas, deixavam longos espaços em branco, publicavam receitas culinárias indecifráveis, ou recorriam à poesia de Camões no lugar das matérias vetadas.
A MPB teve várias canções censuradas, com “Cálice” (Chico Buarque – Gilberto Gil), “Apesar de Você” (Chico Buarque) ou “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores” (Geraldo Vandré). Capas de discos foram censuradas, como a do álbum “Índia”, de Gal Costa, de 1973, em que a cantora trazia um close frontal em uma vestida de uma tanga minúscula. A censura ao corpo do cantor Ney Matogrosso, que na época fazia parte da banda “Secos & Molhados” (1973), apresentando-se sem camisa. Como conseqüência, a televisão só podia focalizar o seu rosto, ou o corpo ao longe, sem closes.
O cinema foi um dos veículos de comunicação mais prejudicado pela censura da ditadura militar. Filmes como “Emmanuelle” (1974), com Sylvia Kristel, “O Último Tango Em Paris” (1972), com Marlon Brando, só foram exibidos em 1980, quando a ditadura militar proporcionou uma abertura e liberou certas obras censuradas. Mas o filme “Pra Frente Brasil”, de 1982, que falava da tortura no regime militar, não escapou à tesoura da censura.
A censura não poupou a telenovela, que se tornou o principal produto de consumo do telespectador brasileiro. Autores como Dias Gomes, Janete Clair, Lauro César Muniz e Mário Prata, tiveram seus textos destruídos pelos censores, que se encarregavam de verificar se o que se ia ao ar estava de acordo com as regras do regime militar e com os seus valores morais.

Capítulos e Novelas Censuradas
A telenovela diária, como forma de entretenimento da televisão brasileira no formato que se tem hoje, surgiu em 1963, com 2-5499 Ocupado, tendo como protagonistas Tarcísio Meira e Glória Menezes. Na primeira fase da ditadura militar (1964-1968), as telenovelas não tinham grande poder de formação de opinião junto ao público, o que fez com que os censores só olhassem para elas a partir de 1970. Naquele ano, o sucesso de “Irmãos Coragem”, de Janete Clair, pôs o hábito no brasileiro de ver telenovela no horário nobre, tradição que perdura até os dias atuais. A paixão tão bem correspondida entre o brasileiro e as telenovelas, fez com que as mais estranhas formas de censura caíssem sobre os textos dos autores até o fim da ditadura militar.
A primeira telenovela de Dias Gomes foi “A Ponte dos Suspiros” (1969), feita pela Rede Globo. Era um dramalhão que se passava em Veneza. O dramaturgo, temendo represálias devido à sua militância política declaradamente de esquerda, assinou esta novela com o pseudônimo de Stela Calderón. Dias Gomes tinha a supervisão do seu texto feita pela poderosa Glória Magadan. Com a demissão de Glória Magadan pela Globo, o autor mudou radicalmente o texto, passando a debater temas políticos. Com a mudança no conteúdo, a censura paulista obrigou a novela a ser transmitida às 22 horas, inaugurando assim, um novo horário na emissora que perduraria até 1979. Na novela “Bandeira 2” (1971/72), o protagonista era o bicheiro Tucão (Paulo Gracindo), que teve grande aceitação popular. A censura exigiu que ele fosse morto no fim da trama, para moralizar a história. A censura atingiria a próxima novela de Dias Gomes, a mítica “O Bem-Amado” (1973). A música tema da abertura da novela, “Paiol de Pólvora” (Vinícius de Moraes – Toquinho), foi censurada por causa do verso “Estamos sentados em um paiol de pólvora”, sendo substituída por “O Bem-Amado” (Vinícius de Moraes – Toquinho), tocada pelo Coral Som Livre. Ainda nesta novela, foi proibido que Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) fosse chamado de “coronel” e Zeca Diabo de “capitão”, o que obrigou a emissora carioca a apagar o áudio em mais de 15 capítulos já gravados em que apareciam as palavras. “Ódio” e “vingança” foram outras palavras proibidas pela censura de serem pronunciadas na novela. O maior golpe que sofreu Dias Gomes foi a censura completa da novela “Roque Santeiro”, em 1975. Já com 36 capítulos gravados e editados, prontos a estrear, a Delegacia de Ordem Pública e Social (DOPS), descobriu que o dramaturgo estava a adaptar o texto teatral “O Berço do Herói”, de sua autoria, que fora escrito e proibido em 1963. A história de Sinhozinho Malta (Lima Duarte), viúva Porcina (Betty Faria) e Roque (Francisco Cuoco) nunca foi ao ar, sendo substituída por uma reprise compacta de “Selva de Pedra”. A novela só seria liberada dez anos depois, em 1985, trazendo o mesmo Lima Duarte no papel de Sinhozinho Malta, mas com Regina Duarte (Porcina) e José Wilker (Roque) como protagonistas. A novela tornar-se-ia um dos maiores sucessos da televisão brasileira.
Durante a ditadura militar e a sua rígida censura, Janete Clair foi a autora de telenovelas que mais produziu grandes sucessos, sendo a que teve mais textos vetados pela censura. “O Homem Que Deve Morrer” (1971), sugeria de forma alegórica, uma adaptação da vida de Cristo. Ciro Valdez (Tarcísio Meira), nascia de uma mulher virgem do interior do Brasil. Dois dias antes da estréia, o tema foi considerado impróprio, os dez primeiros capítulos foram totalmente vetados pela censura. Diante do impasse, Janete Clair baseou a sua novela em “Eram os Deuses Astronautas”, de Erich von Daniken, e o protagonista passou a ser filho não do espírito santo, mas de um ET. Janete Clair voltaria a sofrer com a censura na sua novela seguinte, “Selva de Pedra” (1972). Na novela, o casamento entre Cristiano (Francisco Cuoco) e Fernanda (Dina Sfat) não se realizou porque a censura considerava a união um estímulo à bigamia. Cristiano acreditava que a sua mulher Simone (Regina Duarte), tinha morrido em um acidente, mas a censura não permitiu a cerimônia, alegando que o público sabia que o casamento era bigamia. Janete Clair fez com que Fernanda fosse abandonada no altar e, inutilizou 22 capítulos já escritos, que seriam exibidos logo após o casamento das personagens. Em 1973, a autora teve a novela “Cidade Vazia” vetada pela censura, sendo obrigada a improvisar com “O Semideus”. Após o término de “O Semideus”, “Cidade Vazia” foi liberada com o nome de “Fogo Sobre Terra” (1974). A novela narrava a história da cidade fictícia de Divinéia, que seria inundada por uma hidrelétrica. A novela sofreu grandes problemas com a censura por causa do protagonista Pedro Azulão (Juca de Oliveira), que liderava o povo contra a construção da hidrelétrica. Pedro Azulão foi obrigado a mudar a sua convicção ideológica. Na trama, a autora pensava em matar a personagem no final, mas a censura não deixou, para que não se transformasse em mártir, e, de quebra fez com que a personagem se retratasse. Esta novela teve vários capítulos mutilados pela censura, fazendo a coerência do texto desaparecer por completo. De uma só vez, a autora rasgou 12 capítulos censurados. Mais tarde, Janete Clair declararia que “Fogo Sobre Terra”, tinha sido a sua novela mais prejudicada pela censura. A autora voltaria a sofrer retaliações com “Duas Vidas” (1977), cuja temática mostrava a desapropriação de residências pelas obras da construção do metrô do Rio de Janeiro. Como o metrô era uma obra do governo federal, não podia ser criticado pela televisão. Nenhuma personagem podia reclamar sequer da poeira feita pelas obras. Uma cena entre as personagens Valdo (Luís Gustavo) e Naná (Arlete Salles), que sugeria uma discussão violenta, foi inteiramente cortada, o telespectador ficava sem perceber se Valdo tinha matado ou espancado Naná.
A ditadura dos generais era moralista, pois era sustentada por uma burguesia conservadora e rígida, composta por senhoras de família que saíram às ruas em 1964, com rosários nas mãos, a apoiar o golpe militar. Nas novelas da época, um homem casado não se poderia apaixonar por outra mulher, ter amantes, muito menos trocar um beijo e carinhos com ela. Na novela “Sem Lenço, Sem Documento” (1977), de Mário Prata, Marco (Ney Latorraca) era casado com Iara (Cidinha Milan), nutria uma paixão velada por Carla (Bruna Lombardi), por este motivo, a censura obrigou o autor a matar Iara, fazendo de Marco um viúvo disponível para viver o seu amor por Carla.
Escalada” (1975), o maior sucesso de Lauro César Muniz, contava a história da construção de Brasília, mas o protagonista Antônio Dias (Tarcísio Meira), e as outras personagens da trama, eram proibidas de falar no nome de Juscelino Kubtschek, o presidente que havia construído a capital federal, e, que fora exilado pelo regime militar. Lauro César Muniz voltaria a sofrer com a censura em 1977, na novela “Espelho Mágico”, as personagens Nora (Yoná Magalhães) e Jordão (Juca de Oliveira) viviam um casamento desgastado, marcado por cenas de fortes discussões, que foram cortadas e excluídas, não indo ao ar pela censura achar que serviam de incentivo à separação dos casais. O mais curioso é que esta novela foi ao ar no momento histórico da aprovação da lei do Divórcio no Brasil, promulgada naquele ano, lei que criou um mal-estar entre a burguesia e a igreja conservadoras, os maiores aliados dos militares.
Às vezes a censura comportava-se de forma que não se percebia, como no caso da novela “Escrava Isaura” (1976), de Gilberto Braga, que tinha como tema a escravidão, mas que não se podia usar a palavra “escravo”. Esta palavra tinha que ser substituída por “peça”. Na novela “O Bofe” (1972), de Bráulio Pedroso, Inocêncio (Paulo Gonçalves) era um vigarista que se passava por padre para dar um golpe, quando os censores perceberam o ardil, obrigaram o autor a manter a personagem como padre e ser punido no fim da trama.
Um ano após a proibição de “Roque Santeiro”, a Rede Globo sofreria mais um golpe, “Despedida de Casado”, de Walter George Durst, programada para substituir “Saramandaia”, foi proibida pela censura. O projeto de lei que instituiria o divórcio no Brasil estava no auge do seu debate, e a lei seria promulgada seis meses depois da estréia dessa novela, mesmo assim, a censura continuava conservadora, não permitindo que o tema, as crises conjugais do casal Stela (Regina Duarte) e Rafael (Antônio Fagundes) após dez anos de casados, fosse abordado pela televisão. Os 30 primeiros capítulos tinham sido aprovados pela censura, depois de gravados e editados, não agradaram aos censores e a novela foi definitivamente vetada. A solução foi Walter George Durst escrever outra história e aproveitar o elenco de “Despedida de Casado”. “Nina” foi a novela escrita para substituir a malograda história. Ao contrário de “Roque Santeiro”, que foi retomada dez anos depois, “Despedida de Casado” foi definitivamente esquecida, pois teve a sua temática datada após a lei do divórcio.
Já feita a anistia política e retomada a abertura, no finzinho do regime militar, a mini-série “Bandidos da Falange” (1982), de Aguinaldo Silva, foi censurada, só liberada cinco meses depois, após sofrer grandes cortes, vindo a ser exibida em 1983.
Não só de cunho político, como também de vertente moralista e defensora dos costumes da época, a censura que perdurou enquanto do regime militar, provocou o decepamento de centenas de capítulos das novelas, culminando com o veto total de duas delas, “Roque Santeiro” (1975) e “Despedida de Casado” (1976), ambas da Rede Globo.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ensino de História e a Transversalidade

A principal proposta da transversalidade no ensino de História, e na educação em geral, é aproximar a escola do mundo dos estudantes.

A proposta de um ensino baseada na transversalidade está presente nos PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais), a partir de cinco temas transversais para a educação nacional, são eles: ética, pluralidade cultural, saúde, orientação sexual e meio ambiente. O principal objetivo dos temas transversais instituídos pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) foi aproximar a escola da realidade vivida pelos alunos, ou seja, trazer as disciplinas, os professores, os conteúdos escolares e aproximá-los do mundo do estudante. Dessa maneira, os alunos teriam uma aprendizagem significativa e seriam vistos com sujeitos históricos.
Geralmente os temas transversais são abordados recorrentemente na escola a partir da proposta do trabalho interdisciplinar. Essa abordagem não deixa de ser salutar, mas existem algumas questões a serem observadas. Quase sempre a abordagem interdisciplinar é realizada por meio de uma proposta temática comum e aplicada por professores de duas ou mais disciplinas afins. O fato recorrente nessas abordagens interdisciplinares é que cada disciplina se preocupa com seu recorte específico sobre o tema, o que acaba fragmentando-o ainda mais. Há também o perigo de repetição constante da temática (como, por exemplo, a abordagem sobre ética em três disciplinas diferentes durante um mês). Isso para os alunos e também para os professores se tornaria uma abordagem desgastante e exaustiva.
Uma proposta interessante e salutar para trabalhar com a transversalidade na escola seria uma mudança na abordagem das disciplinas, ou seja, cada disciplina deixaria de buscar objetivos em si mesma, para se tornar um meio necessário para a realização dos objetivos presentes nos temas transversais e nos PCN’s. Essa abordagem teria a seguinte ênfase: as disciplinas como meios e a transversalidade como fim.  
Para desenvolver a transversalidade no ensino de História, a didática, a metodologia e os pressupostos teóricos teriam que passar por uma reformulação. Segundo Neto (2004:65), “por isso, podemos afirmar que a implantação dos temas transversais não se refere apenas a mudanças didático-pedagógicas, mas também conceituais sobre o ato de educar e a própria História”.
O ensino de História tradicional, baseado em grandes acontecimentos, apresenta uma linearidade temporal em que os fatos sempre são concebidos com um início, meio e fim, ou seja, a história e o tempo histórico sempre foram tratados teleologicamente e escatologicamente, com um fim certo e preciso.
A aplicação dos temas transversais no ensino de História deve acontecer a partir da renovação nos métodos, conceitos e didáticas no ensino de História. Segundo Neto (2004: 66), “deve-se abandonar a visão do conhecimento específico da disciplina, sem abrir mão dos repertórios e recursos de cada área de conhecimento, e, ao mesmo tempo, incorporar o papel de formação exercido pelo educador, tratando de temas e questões que ultrapassam o conteúdo programático, por meio dos temas transversais. A busca da compreensão da realidade e a afetiva participação do indivíduo a partir de dados e noções relativos ao seu cotidiano, ao seu universo, fazem com que a escola passe a ser considerada como um espaço de conhecimento e reconhecimento, onde por intermédio das diversas disciplinas e de sua nova abordagem o aluno seja capaz de ver e vislumbrar-se como construtor de sua própria história”.
Os professores de História estão atrelados a dois procedimentos mais usuais na prática escolar para trabalhar com os temas transversais. O primeiro seria dividido por temas ou períodos históricos: História Geral, História do Brasil e História da América. E o segundo por eixos temáticos: escravidão antiga, moderna e contemporânea; a propriedade da terra, o mundo do trabalho, a industrialização, entre outros. O segundo procedimento, do ensino de História dividido por eixos temáticos, seria o mais aconselhável, pois romperia com o ensino de História pautado na divisão cronológica tradicional.
Para uma proposta de se trabalhar com os temas transversais no ensino de História baseada em eixos temáticos, os professores devem definir os conteúdos abordados no seu plano de curso e devem ter amplo conhecimento dos objetivos e da problemática abordada.
Abaixo seguem algumas das principais orientações sugeridas por Neto (2004: 72-73), para os professores que se dispõem a realizar uma abordagem transversal salutar no ensino de História:
“- valorização do aluno e de seu universo;
- estimular a oralidade e, com base nela, a produção textual e a análise de documentos (textos, vídeos, mapas, acervos...);
(...)
- dar a dimensão que o conhecimento histórico é um meio para compreender o mundo, as questões da atualidade, suas origens, as diversas respostas e explicações para um determinado fato, levando o aluno a ver que há diversas explicações para uma mesma realidade, devendo abrir-se para ouvi-las e questioná-las, numa prática que permitirá maior lucidez e discernimento diante da sociedade e da própria vida” (NETO: 2004, p. 72-73).

Leandro Carvalho
Mestre em História

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Site gratuito oferece aulas ao vivo para o Enem

Plena sexta-feira à noite, faltando pouco mais de dois meses para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o estudante está tentando resolver um daqueles exercícios complicados de física, enroscou em uma determinada parte e não tem para quem perguntar. Pensando nisso, a plataforma Envestoferece, gratuitamente, até dez videoaulas ao vivo sobre os conteúdos do exame. Para assistir as aulas, o usuário só precisa se cadastrar e buscar pela disciplina que quer aprender, o dia e o horário para tirar todas as dúvidas em tempo real com um professor.
Na plataforma, o estudante tem acesso (gratuito, mas limitado) a aulas de matemática, língua portuguesa, biologia, física e química. Além disso, pode conferir livremente um acervo de videoaulas no Youtube e uma lista de questões de vestibulares das principais universidades brasileiras. Depois de ser recebido com a pergunta “O que vamos estudar hoje?” na página principal, o usuário também encontra as aulas ao vivo que estão mais próximas de começar. Ele tem direito a assistir a dez delas gratuitamente e, depois, pode contratar planos. Caso nenhuma das aulas apresentadas seja de seu interesse, ele pode fazer buscas por meio de um filtro com as opções de disciplina, frente (qual o tema será estudado) e tópico (um desdobramento dentro do tema), por exemplo: física, eletromagnetismo e campo magnético ou língua portuguesa, literatura e modernismo.
No caso das videoaulas ao vivo, ela pode ser proposta por qualquer professor ou alguém que seja bom na matéria. Basta propor a disciplina que será estudada, um tema, um horário e a opção de ser gratuita ou paga. Se a opção do educador for cobrar uma taxa por ela, os estudantes vão pagar por ela por meio da compra de pacotes que variam entre R$10 e R$ 37 mensais. No primeiro plano, por exemplo, o estudante tem acesso a mais dez aulas gratuitas no período de 30 dias e 4 créditos, que poderão ser usados em aulas que tenham preços estabelecidos. Desses valores pagos pelos estudantes, uma parte será destinada para a manutenção da plataforma e o restante para o professor.
“O Envest tem características de crowdlearning, pois depende da interação livre de professores e alunos em várias de suas instâncias, social, pedagógica, comunicacional e também comercial”, afirma Gian Zelada, professor de filosofia e idealizador do projeto.
Para tornar o processo mais dinâmico, o professor tem acesso a uma lousa digital em que vai apresentar o material de apoio da aula desenvolvido pela própria plataforma, além de poder usar ferramentas gráficas, imagens da internet, vídeos do Youtube e ampliação de sua própria câmera para dar exemplos.
Para Zelada, a plataforma abre para os alunos a possibilidade de um aprendizado interativo, personalizado, de baixo custo e com o professor que ele quiser. Já para os professores, se abre a oportunidade de trabalharem a distância, com uma tecnologia educacional fácil de usar. Antes de finalizar, ressalta: “Vale lembrar que ‘professores’ podem ser tanto os de carreira quanto estudantes universitários em fase de conclusão, ou profissionais aposentados que tenham domínio de uma área de conhecimento e disponibilidade para ensinar”.

Vídeo: Pato Donald Nazista

Donald Duck - Der Fuehrer's Face 1943 [Legendado] HD

Esse foi um verdadeiro achado! Em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, os estúdios Disney criaram um curta-metragem de animação que satiriza o regime nazista. Nele, Pato Donald é um trabalhador nazista que é vigiado 24h. O nome do curta é Der Fuehrer’s Face.

Muito bom para discutir as características do nazi-fascismo em sala de aula. O vídeo é um pouco tendencioso, é fato, mas não podemos esquecer que, naquele ano, a guerra já estava em sua metade final, sendo que o grupo dos Aliados – do qual fazia parte os Estados Unidos – estavam obtendo vitórios sucessivas nos campos de batalha.
E pensar que Charles Chaplin, em 1940, foi expulso dos Estados Unidos por causa do filme “O Grande Ditador”. Quanta ironia…

O vídeo


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Evo Morales cobra dívida da Europa com América

Em reunião com chefes de Estado da Comunidade Européia, transmitida em tradução simultânea a centenas de outros países, Evo Morales inquietou a plateia com seu discurso que foi reproduzido no Geopoliticablog, em 16 de julho. O conteúdo é atemporal




Aqui eu, Evo Morales, vim encontrar aqueles que participam da reunião. Aqui eu, descendente dos que povoaram a América há quarenta mil anos, vim encontrar os que a encontraram há somente quinhentos anos. Aqui pois, nos encontramos todos. Sabemos o que somos, e é o bastante. Nunca pretendemos outra coisa.
O irmão aduaneiro europeu me pede papel escrito com visto para poder descobrir aos que me descobriram. O irmão usurário europeu me pede o pagamento de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei a vender-me.
O irmão rábula europeu me explica que toda dívida se paga com bens, ainda que seja vendendo seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu os vou descobrindo. Também posso reclamar pagamento a e também posso reclamar juros.
Consta no Archivo de Indias, papel sobre papel, recibo sobre recibo e assinatura sobre assinatura, que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a San Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Saque? Não acredito! Porque seria pensar que os irmãos cristãos pecaram em seu Sétimo Mandamento.
Expoliação? Guarde-me Tanatzin de que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão!
Genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomé de las Casas, que qualificam o encontro como de destruição das Índias, ou a radicais como Arturo Uslar Pietri, que afirma que o avanço do capitalismo e da atual civilização européia se deve à inundação de metais preciosos!
Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinado ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só de exigir a devolução imediata, mas também a indenização pelas destruições e prejuízos.
Não. Eu, Evo Morales, prefiro pensar na menos ofensiva destas hipóteses.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais que o início de um plano 'MARSHALLTESUMA', para garantir a reconstrução da bárbara Europa, arruinada por suas deploráveis guerras contra os cultos muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho cotidiano e outras conquistas da civilização.
Por isso, ao celebrar o Quinto Centenário do Empréstimo, poderemos perguntar-nos: os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo dos fundos tão generosamente adiantados pelo Fundo Indoamericano Internacional?
Lastimamos dizer que não. Estrategicamente, o delapidaram nas batalhas de Lepanto, em armadas invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino que terminar ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como no Panamá, mas sem canal.
Financeiramente, tem sido incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de cancelar o capital e seus fundos, quanto de tornarem-se independentes das rendas líquidas, das matérias primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este deplorável quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e os juros que, tão generosamente temos demorado todos estes séculos em cobrar.
Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as vis e sanguinárias taxas de 20 e até 30 por cento de juros, que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Limitaremo-nos a exigir a devolução dos metais preciosos adiantados, mais o módico juros fixo de 10 por cento, acumulado somente durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.
Sobre esta base, e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que nos devem, como primeiro pagamento de sua dívida, uma massa de 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambos valores elevados à potência de 300. Isto é, um número para cuja expressão total seriam necessários mais de 300 algarismos, e que supera amplamente o peso total do planeta Terra.
Muito pesados são esses blocos de ouro e prata. Quanto pesariam, calculados em sangue?
Alegar que a Europa, em meio milênio, não pode gerar riquezas suficientes para cancelar esse módico juro, seria tanto como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demencial irracionalidade das bases do capitalismo. Tais questões metafísicas, desde logo, não inquietam os indoamericanos. Mas exigimos sim a assinatura de uma Carta de Intenção que discipline os povos devedores do Velho Continente, e que os obrigue a cumprir seus compromissos mediante uma privatização ou reconversão da Europa, que permita que a nos entregue inteira, como primeiro pagamento da dívida histórica.
Fonte: Geopoliticablog

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Modo de produção

Modo de produção em economia, é a forma de organização socioeconômica associada à uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Reúne as características dotrabalho preconizado, seja ele artesanalmanufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual se trabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ou ferramentasmáquinas, oficinas, fábricas, etc.) 
Existem 6 modos deprodução: Primitivo, Asiático, Escravista, Feudal, Capitalista,Comunista.
Um sistema egronômico é definido pelo modo de produção no qual se baseia. O modo de produção atual é aquele que se baseia na economia do país.

Características

Os modos de produção são formados pelo conjunto das forças produtivas e pelo conjunto das relações de produção, na sua interação, num certo estádio de desenvolvimento. Simultaneamente designam as condições técnicas e sociais que constituem a estrutura dum processo historicamente determinado. Os homens ao produzirem bens materiais criam, com isso mesmo, um regime para a sua vida. O modo de produção é uma forma determinada da atividade vital dos indivíduos, um determinado modo de vida.

Podem-se distinguir alguns tipos historicamente mais significativos de modos de produção: um, destinado à satisfação directa das necessidades dos produtores; um segundo, destinado a manter uma classe dominante através da entrega regular de tributos e de trabalho compulsivo; outro, baseado na produção de mercadorias; e, finalmente, um outro assente na lógica da obtenção do máximo lucro. Uma das particularidades dos modos de produção consiste na sua transformação permanente, sendo de salientar que o seu desenvolvimento e alteração determinam a modificação do regime social no seu conjunto.
A evolução dos modos de produção explica-se pelo facto do desenvolvimento das forças produtivas levar, a certa altura, a uma contradição com as relações sociais de produção, de tal forma que estas se revelam como um obstáculo ao pleno desenvolvimento daquelas. Estes fenómenos não existem desunidos, são partes integrantes do processo produtivo e podem ser considerados como uma mudança estrutural da economia.
A fase de formação dum novo modo de produção constituí um período muito agitado e de excepcional importância na vida concreta das sociedades. Os modos de produção existentes enfrentam cada vez maiores dificuldades em manter a estrutura económica em que se baseiam, tentam reorganizar-se e resistir à influência dos novos modos de produção, por vezes através de formas perturbadoras ou até violentas. Surgem realidades diferentes com novas formas de apropriação dos meios de produção, alteração dos modelos redistributivos ou de relações de trabalho, mudanças na composição das classes ou grupos sociais.
Quando o novo modo de produção assume um papel preponderante numa determinada sociedade, é acompanhado pelo declínio dos existentes, embora estes continuem a subsistir em espaços económicos onde ainda não surgiram as condições económicas e sociais que originaram a mudança. Os traços e as propriedades dos modos de produção manifestam-se de maneira diferente nas várias regiões. O modo de produção dominante assume a determinação dos processos, das relações e das instituições fundamentais.
O reconhecimento da forma específica de cada modo de produção implica a recolha e análise dos dados que os distinguem. Entre outros factores, é indispensável observar: o nível de desenvolvimento das forças produtivas, com relevância para a formação dos trabalhadores, os instrumentos e as técnicas adoptadas; o tipo de relações existentes entre os membros da sociedade e o papel de cada classe social no processo produtivo; a propriedade dos meios de produção e os direitos de cada grupo social ou classe sobre esses meios; o objectivo da actividade económica, conforme se destina a satisfazer as necessidades e interesses dos produtores, dos mercadores ou dos não produtores, mas que se apropriam dos excedentes; a ordem de grandeza, a forma, a utilização e a apropriação do produto do processo de trabalho entre os membros da sociedade; a forma como está assegurada a reprodução social.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A origem do Dia dos Pais

Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.
Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.
A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).
No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia. 
Em outros países
Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.
Na Itália, Espanha Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.
Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.
Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.
África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva). 
Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para dizer um simples "Obrigado Papai" !

Texto compilado das seguintes fontes

- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
Sites:
http://www.pratofeito.com.br/pages.php?recid=2315
http://www.virtual.epm.br/uati/corpo/dia_pais.htm
http://educaterra.terra.com.br/almanaque/datas/pai.htm

As paredes são só um detalhe: o verdadeiro investimento está nas pessoas

Profesoor Ednardo Sousa Bezerra Júnior Vivemos um tempo em que muito se fala sobre inovação, tecnologia, inteligência artificial, estrutur...