sábado, 29 de outubro de 2011

Biblioteca Digital Mundial

Conheça a Biblioteca Digital Mundial

A biblioteca contém um arquivo riquíssimo como documentos e livros raros.
Projeto da Unesco contou com colaboração de instituição de vários países.


A Biblioteca Digital Mundial, da Unesco, que já está disponível na internet. Para facilitar a navegação, as informações estão divididas por continentes. Trinta e duas instituições de vários países contribuíram para formar o acervo, que é riquíssimo. São mapas, documentos raros, livros. Pinturas rupestres, fotos e gravuras, como as do Japão.
A busca pode ser feita por período, tema ou lugares - tudo disponível em sete idiomas, entre eles, o português e em alguns casos é possível ouvir as informações. Clique aqui para acessar a Biblioteca Digital Mundial.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A maçonaria no século XXI

Da mais importante instituição do ideário moderno à consolidação das atividades solidárias: as transformações das lojas maçônicas ao longo dos séculos


José Rodorval Ramalho 01/08/2011


A chegada da Maçonaria ao Brasil, no final do século XVIII, pode ser entendida como um dos sinais do processo de modernização do país. A instituição foi o mais importante espaço de divulgação do ideário moderno (mesmo que mesclado com um mais tradicional) e conseguiu atrair uma parcela significativa da elite para dialogar, à sua maneira, com os ideais iluministas emergentes no período.A atividade maçônica formou, a partir do início do século XIX, uma rede de lojas por todo o território brasileiro e organizou o que, provavelmente, foi a primeira atuação política articulada (nacional e internacionalmente) de uma instituição civil de que temos notícia no nosso país. Funcionava como uma espécie de arena para discussões voltadas ao processo de modernização, a Independência, a abdicação de Dom Pedro I, o abolicionismo, a questão religiosa, a separação da Igreja do Estado, o movimento republicano e outros assuntos menos comentados. O ambiente maçônico é um lugar que privilegia discussões filosóficas, atividades filantrópicas, debates sobre a realidade sócio-econômica e cultural. Ao mesmo tempo, a maçonaria é uma instituição secreta, iniciática e, consequentemente, aristocrática, na qual só participam homens (pelo menos no “movimento maçônico regular”), alfabetizados, sem defeitos físicos, maiores de idade e com nível de renda suficiente para assumirem os custos da filiação à instituição; instituição na qual a hierarquia está presente em todos os seus procedimentos, desde a estratificação em graus de iniciação, até os vários níveis de luto quando da morte de seus integrantes.Ao longo do século XX o adensamento da sociedade civil e a consequente emergência de novos atores no espaço público fizeram com que a maçonaria perdesse aquele protagonismo identificado no século XIX. Mesmo assim a organização está presente em todas as capitais e principais cidades do país. Além disso, estima-se que somente o Grande Oriente do Brasil (GOB), uma das federações maçônicas brasileiras, abrigue em torno de 100 mil maçons, nas suas mais de 2.200 lojas. A taxa de crescimento do número dessas lojas girou em torno de 10% nos últimos dez anos. A maçonaria, portanto, não está se desintegrando, continua em expansão.Podemos verificar na solidariedade maçônica um conjunto de atividades que procura apoiar, auxiliar, defender e acompanhar maçons e não-maçons em situações adversas, contingentes ou permanentes. Essas ações que, quase sempre, se desenvolveram por meio das próprias lojas, já se viabilizam a partir de organizações civis criadas especificamente para estes fins.A maçonaria também tem participado intensamente de várias campanhas, entre elas, contra o trabalho infantil e contra as drogas. Tais campanhas são encaminhadas conjuntamente com órgãos estatais (como as prefeituras, Polícia Federal, Ministério do Trabalho), instituições internacionais (como a OIT e a Unesco) e várias outras organizações da sociedade civil.Outro tipo de ação solidária que também pode ser observada no universo maçônico é aquela que socorre imediatamente cidadãos que se encontram em situação de extrema dificuldade de sobrevivência e envolve arrecadação de alimentos, remédios, roupas, cobertores, como é o caso das campanhas de ajuda aos flagelados da seca no Nordeste e aquelas campanhas que se solidarizam com vítimas de outras catástrofes naturais (cheias, epidemias, desabamentos etc.).Muitas ações maçônicas passam despercebidas, não somente pelo fato da instituição primar por certa discrição, mas também porque no imaginário sobre a Ordem sempre se destacaram outros aspectos que giram em torno dos seus segredos rituais, da proibição da participação das mulheres, do seu anticlericalismo, da sua suposta onipresença nos espaços de decisão política e muitas outras representações que foram se fixando ao longo dos tempos e que construíram, muitas vezes, uma imagem distorcida da maçonaria. A pesquisa social, no entanto, tem feito muito pouco para compreender esse tipo de ação da instituição que vem desempenhando um papel importante na formação da nossa cultura associativa, na nossa tradição assistencial e no nosso modelo de voluntariado. Podemos considerar, pelo menos, quatro hipóteses para esse desinteresse: a) a maçonaria se manteve muito fechada ao diálogo com a academia; b) a instituição, de fato, perdeu importância com a expansão do associativismo em geral; c) a maçonaria foi identificada com a ditadura militar em função do seu apoio explícito à contrarrevolução de 64; d) o estudo sobre elites não é o forte da pesquisa social brasileira.O percurso da maçonaria não é linear ao longo da história. Nos três séculos de sua existência, viveu muitos momentos de glória, bem como situações extremamente difíceis. Perseguiu e foi perseguida. Em todos esses momentos, os maçons reinventaram suas próprias tradições para continuar seu caminho. Resta saber se essa força e capacidade continuarão a caracterizar a instituição neste século que se inicia.



José Rodorval Ramalho é professor de Ciências Sociais na Universidade Federal de Sergipe e autor de “Novae sed Antiquae: tradição e modernidade na maçonaria brasileira” (Ed.Ex-libris, 2008).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Concursos públicos oferecem 25 mil

          Estão abertas 24.584 vagas de emprego em concursos públicos do país. Há oportunidades para todos os níveis – ensino fundamental (equivalente ao primeiro grau), ensino médio (equivalente ao segundo grau) e diploma universitário.
Há vagas no Brasil inteiro para mecânicos, pedreiros, professores, cozinheiras, auxiliares administrativos, técnicos em informática, médicos, advogados, engenheiros, entre outros cargos.

          Os concursos acontecem em pelo menos 22 Estados: Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
A remuneração varia de R$ 300 até R$ 21,7 mil, de acordo com cargo e nível escolar.

Salários
          As maiores remunerações são para as vagas do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 16ª Região e do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que pagam R$ 21.766. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro oferece 50 vagas com remuneração de R$ 20.677,85.

          Serão contratados quatro juízes substitutos pelo TRT da 16ª Região, do Maranhão, e 19 no TRF-3. Para se candidatar é preciso ter pelo menos três anos de experiência com atividades jurídicas.

          O maior número de vagas oferecidas é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que vai contratar 4.250 candidatos. Para participar é necessário ter ensino médio ou superior e preencher a ficha de inscrição para o concurso até 19 de setembro. Os salários oferecidos são de R$ 800 a R$ 4.000.

          A Marinha, o Exército e a Aeronáutica abriram inscrições para oficiais. Juntas, as corporações oferecem 785 vagas. A única remuneração divulgada, da Marinha, é de R$ 2.200.

FONTE:http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/concursos-publicos-oferecem-25-milvagas-com-salarios-de-ate-r-21-mil-30000822.html?question=0

sábado, 13 de agosto de 2011

Construção do Muro de Berlim completa 50 anos; país



Há exatos 50 anos, a então Alemanha Oriental surpreendeu o mundo ao erguer uma parede de 162 km em apenas 24 horas. O Muro de Berlim, como ficou conhecido, foi construído para impedir que os moradores da parte comunista do país fugissem para o lado capitalista. Mas o paredão de 4 metros de altura, que simbolizou a divisão do mundo em dois blocos, também cortou o país ao meio, separando famílias inteiras e deixando feridas que continuam abertas até hoje na Alemanha, mais de 20 anos após a sua queda.
A construção do muro começou na madrugada de 13 de agosto de 1961. As Forças Armadas da Alemanha comunista derrubaram postes e colocaram barricadas de arame farpado pelas ruas de Berlim para separar os dois lados da cidade.
Principal símbolo Guerra Fria, o muro dividiu por 28 anos a Alemanha em dois blocos: a República Democrática da Alemanha - que seguia o regime socialista liderado pela União Soviética - e a República Federal da Alemanha - sob o regime capitalista.
O objetivo da construção era evitar a fuga de alemães do lado comunista para o mundo capitalista, caminho feito por quase 3 milhões de pessoas desde o final da 2ª Guerra Mundial - eles tentavam escapar de problemas de abastecimento e da situação econômica cada vez pior na Alemanha oriental.
Após a construção do muro, o fluxo de migração caiu drasticamente: estima-se que cerca de 5.000 pessoas conseguiram atravessar a barreira entre 1961 e 1989, ano da queda do paredão.
Para o professor de Ciências Políticas e Relações Internacionais da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Tullo Vigevani, “dividir a cidade de Berlim ao meio simbolizava a divisão do mundo em dois blocos” completamente isolados entre si.
- Cada parte tinha suas próprias regras. O muro não respeitou nada. Ele dividiu ruas, prédios e famílias.
A barreira foi reforçada diversas vezes ao longo dos anos e chegou a possuir não apenas um, mas dois muros de 162 km de extensão, separados por um corredor de 100 metros de largura extremamente militarizado. A zona ficou conhecida como “corredor da morte”.
De acordo com Vigevani, o muro era tão vigiado que, quem tentasse mudar de lado, era recebido com tiros. Segundo estimativas oficiais do governo alemão, 136 pessoas morreram tentando cruzar a barreira.
“Muro da vergonha” segue vivo
A construção do muro só foi possível por causa da “apatia” da sociedade alemã na época, segundo o professor de História Contemporânea da PUC de São Paulo, Amaílton Magno Azevedo. Humilhados pela derrota na 2ª Guerra Mundial, a população não realizou protestos nem manifestações contra o muro. Muitas famílias terminaram separadas por décadas sem que nada fosse feito, diz ele.
A maior conseqüência do “Muro da Vergonha”, como era chamado no ocidente, foi o desenvolvimento desigual entre as duas regiões do país. Até hoje, a parte mais ao leste da Alemanha sofre com indicadores sociais e econômicos muito abaixo do restante do país, que viveu um verdadeiro “milagre econômico” durante os anos de reconstrução no pós-guerra.
A diferença é tanta que o contribuinte alemão chega a pagar um imposto conhecido como “taxa de solidariedade” para ajudar na reconstrução da economia no lado oriental. O que vai durar pelo menos até o ano de 2019.
E mesmo após 22 anos da reunificação da Alemanha, Azevedo afirma que ainda há “feridas abertas” no país.
Em uma pesquisa publicada em 2010 pelo jornal Bild, um dos mais lidos da Alemanha, 23% dos alemães do leste e 24% dos moradores do lado ocidental disseram que gostariam que o muro ainda existisse. Na mesma pesquisa, outros 16% afirmam que seria melhor se a Alemanha voltasse a se dividir. Enquanto isso, 10% dos cidadãos de Berlim afirmaram que a decisão de separar os dois lados da cidade foi “absolutamente adequada”.
Azevedo explica que isso é reflexo de que ainda existem diferenças profundas que só podem ser curadas com o tempo. Para ele, há “um sentimento de vitoriosos e derrotados” e de “ressentimento” entre as duas regiões.
* colaboraram Caio Proença e Mariana Zanon, estagiários do R7

Fonte: construcao-do-muro-de-berlim-completa-50-anos-pais-continua-dividido-mesmo-apos-queda-de-paredao-20110813.html


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Realidade aumentada e outras novidades

Interação entre realidade física e virtual é aposta de cientistas para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem

Quem viver verá: em um futuro próximo, batalhas, personagens e acontecimentos marcantes da história irão literalmente sair dos livros didáticos, misturando-se a realidade imediata dos estudantes e professores. Pelo menos é isso o que garante cientistas em ciência da computação. O que parece coisa de ficção científica nada mais é do que uma tecnologia que vem despertando o interessa na área educacional: a realidade aumentada (RA).

Em linhas gerais, a chamada realidade aumentada é uma tecnologia relativamente simples que integra objetos virtuais ao ambiente físico. Segundo o site www.realidadeaumentada.com.br, esta criação “aplica-se em todos os sentidos humanos e proporciona ao usuário uma interação segura, sem necessidade de treinamento, uma vez que ele pode trazer para o seu ambiente real objetos virtuais, incrementando e aumentando a visão que ele tem do mundo real. Isto é obtido por meio de técnicas de Visão Computacional e de Computação Gráfica/Realidade Virtual, o que resulta na sobreposição de objetos virtuais com o ambiente real. Considerando o sentido da visão, além de permitir que objetos virtuais possam ser introduzidos em ambientes reais, a Realidade Aumentada também proporciona ao usuário o manuseio desses objetos com as próprias mãos, possibilitando uma interação natural e atrativa com o ambiente".

A realidade aumentada ainda é uma tecnologia experimental. Está apenas em seu começo. No entanto, os especialistas em educação acreditam que em breve suas aplicações no ensino e na aprendizagem tornarão as aulas mais ricas, dinâmicas e lúdicas. Pensando nas aulas de história, a idéia é convidar o aluno a tomar parte em um mundo do qual ele nunca viveu, tocou ou experimentou. Isso é fundamental para uma área cujo objeto de estudo não existe concretamente. Além de ilustrar com propriedade conteúdos curriculares, a realidade aumentada pode criar novas técnicas para inclusão do aluno, para o seu envolvimento com as matérias estudadas, para a interação com outros colegas e professores.

Discutindo a realidade aumentada

Enquanto os cientistas trabalham para desenvolver a tecnologia da RA, as discussões filosóficas já começaram. No último dia 20 de julho, o tema foi discutido no evento “Oi Cabeça”, no Rio de Janeiro. Na ocasião, palestraram Daniel Gelder (Metaio) e Rogério da Costa (Laboratório de Estudos em Inteligência Coletiva e Biopolíticas – PUC-SP). Os dois discutiram as mudanças de concepção quando o muro que separa virtual e real desmorona, tornando-se apenas uma questão de gradação, como se aumenta ou diminui o volume de uma música.

Mas quem perdeu, não precisa se preocupar. Com curadoria de Heloisa Buarque de Hollanda e Cristiane Costa, professoras da Escola de Comunicação da UFRJ, O “Oi Cabeça” acontece todo mês, até o próximo mês de dezembro. E não fala apenas de realidade aumentada, mas também de outras novidades tecnológicas.

Ao longo dos próximos meses, o projeto abrirá um espaço importante no debate intelectual, trazendo para o Brasil outros grandes pensadores, como o filósofo Pierre Lévy, radicado no Canadá, e a pesquisadora americana Janet Murray. “O Oi Cabeça vai produzir um diálogo entre pensadores internacionais de ponta e criadores nacionais em busca de algumas respostas à pergunta: até onde pode ir a literatura antes de se tornar uma nova arte, baseada num novo suporte?”, explica Cristiane Costa em entrevista ao site do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

Confira a programação:

25/08 – 19h30
“O poder da palavra na cibercultura”
Pierre Levy (Universidade de Ottawa Canadá) e Gilberto Gil

21/09 – 19h30
“Literatura expandida”
Janet Murray (Hamlet no Holodeck) e Cristiane Costa (Programa Avançado de Cultura Contemporânea – UFRJ)

19/10 – 19h30
“Os novos gêneros e-literários”
Robert Coover (ELO – Eletronic Literature Organization) e Giselle Beiguelman (O livro depois do livro)

16/11 – 19h30
“Personagens, estratégias narrativas e engajamento nos games”
Ian Bogost (MIT – Newsgames) e Arthur Protasio (Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ)

7/12 – 19h30
Labfest

O Oi Futuro fica na Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. A entrada é franca.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Simpósio Nacional de História 2011

São Paulo sedia o maior evento acadêmico de história do país e número de inscritos reflete o bom momento vivido pela história atualmente


Entre os dias 17 e 21 de julho de 2011, acontece na cidade de São Paulo, o aguardado XXVI Simpósio Nacional de História. O evento será realizado nas dependências do campus da Universidade de São Paulo (USP), uma das universidades mais importantes da América Latina, e marcará as comemorações dos 50 anos de existência da entidade promotora do evento, criada em 1961 na cidade de Marília sob o nome de Associação Nacional dos Professores de História (ANPUH). Transformada atualmente em Associação Nacional de História, a ANPUH se tornou uma referência para os profissionais da área de história, inclusive para aqueles que atuam no ensino fundamental e médio, e nas instituições voltadas ao patrimônio histórico. Os preparativos e os números que envolvem o Simpósio Nacional de História de 2011 dão a dimensão do tamanho que a entidade adquiriu nos dias atuais


No total, serão realizados 130 simpósios temáticos, nos quais serão apresentados centenas de trabalhos de pesquisa de graduandos, mestrandos e doutorandos. Cada simpósio temático gira em torno de um eixo temático e temporal. Educação, História do Tempo Presente, Império Português, América Espanhola e Memória são alguns dos mais de cem simpósios que aceitaram inscrições no primeiro semestre. 

O evento da ANPUH, no entanto, conta com outros espaços de discussão. É o caso dos mini-cursos, das mesas-redondas e das conferências, além de lançamento de livros e fóruns de pós-graduação. Dentre os vários especialistas confirmados para o evento deste ano, estão nomes como o de Sidnwy Chalhoub (UNICAMP), Carlos Fico (UFRJ), Jorge Nóvoa (UFBA), Luiz Felipe de Alencastri (Pairs IV, Sorbone), François Hartog (EHESS-Paris), Edgar Salvadori de Decca (UNICAMP), james Green (Brown University), Danise Rollenberg (UFF) e Maria Lima (UFMS).

O tamanho do evento organizado pela Associação Nacional de História é tão grandioso que nos últimos anos chegou até mesmo a receber algumas críticas. Essas críticas em sua maioria apontam para o excesso de mesas e discussões acontecendo ao mesmo tempo, o número exagerado de simpósios temáticos, o custo para participação no evento e, sobretudo, a pulverização do público diante das múltiplas possibilidades. 

As críticas, entretanto, não diminuíram o prestígio que o evento. A edição de 2011 pode receber mais de duas mil pessoas, entre ouvintes e apresentadores de trabalhos. A procura foi tanta que na última semana para envio de artigos completos o servidor de toda a ANPUH caiu, o que exigiu uma reprogramação por parte dos organizadores. Em última instância, esta intensa procura mostra o interesse que a história vem despertando nos últimos anos no Brasil, ao lado de uma série de outros sinais, como a multiplicação de revistas especializadas, o aumento do número de curso de graduação e pós-graduação, filmes, peças de teatro e outros produtos culturais que colocam a história no centro das atenções. 

E você, participará desta edição da ANPUH nacional, em São Paulo? Participe do fórum que abrimos no Café História. Nele, você pode dizer quais são as suas expectativas e o título de seu trabalho. 

Veja a programação completa e outras informações sobre o Simpósio, clicando aqui.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Governo lança Plano Nacional e promete banda larga a R$ 35 por mês

Os padrões mínimos de qualidade ainda não foram definidos, mas a Agência Nacional de Telecomunicações prometeu criar metas e regras para que o serviço funcione direito.

 O governo lançou o Plano Nacional de Banda Larga. É promessa de acesso mais barato na internet para quase 12 milhões de brasileiros. Banda larga a R$ 35 por mês. Segundo o governo, metade do que é cobrado hoje.
Tem uma tarefa da faculdade que o estudante Jonathas de Morais não consegue fazer em casa: pesquisa. Ele até tem computador, mas não internet. “Eu não tenho em casa por ser uma questão muito cara, mas ela faz muita falta no meu dia a dia, principalmente para conversar com meus amigos e questões também de trabalho de escola”, conta o estudante.
Pelo mesmo motivo, o preço, só 27% das famílias brasileiras estão conectadas. Mas vai ficar mais barato ter um plano de internet. O custo será de R$ 35 por mês. Pelas contas do governo, é metade do peço atual. “Caindo o preço dá para a gente ter uma internet em casa agora”, comemora a dona de casa Maria Aparecida.
Esse valor é para internet com 1 megabit de velocidade por segundo. Não é muito rápida, mas dá para assistir a vídeos e baixar arquivos. As empresas pediram um prazo para oferecer o plano: três meses. O garçom Davi Gonçalves tem uma preocupação: a qualidade do serviço. Ele tem internet em casa, mas diz que a conexão cai o tempo todo.
“Aqui no Brasil a gente sempre teve que pagar muito caro para ter alguma coisa boa, já que o governo tem essa proposta de às vezes oferecer uma coisa mais barata que venha pelo menos com um serviço decente”, diz Davi.
O governo ainda não definiu padrões mínimos de qualidade, mas a Agência Nacional de Telecomunicações prometeu criar metas e regras para que o serviço funcione direito. “Com o regulamento de qualidade, a Anatel vai fiscalizar e vai inclusive punir quem não cumprir os mínimos de qualidade que forem definidos”, garantiu o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.
É preciso deixar claro, por exemplo, quantas pessoas vão poder acessar a internet ao mesmo tempo sem provocar falhas na conexão. Para o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Puttini, as empresas têm um desafio:
“Hoje a gente está realmente bastante atrasado, a gente tem um déficit bastante grande de infraestrutura e isso é um problema que precisa ser resolvido”, opina.

A meta do governo é levar a internet banda larga para 70% dos brasileiros, até 2014.
   

FONTE:http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/07/governo-lanca-plano-nacional-e-promete-banda-larga-r-35-por-mes.html

As paredes são só um detalhe: o verdadeiro investimento está nas pessoas

Profesoor Ednardo Sousa Bezerra Júnior Vivemos um tempo em que muito se fala sobre inovação, tecnologia, inteligência artificial, estrutur...