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segunda-feira, 21 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
ANIMAIS PRÉ-HISTÓRICOS DE ITAPIPOCA
O primeiro registro oficial sobre ocorrências de fósseis de megafauna na região da Serra de Uruburetama data de 1854 e foi feita pelo naturalista francês Louis Jacques Brunnet, que entre os anos de 1854 a 1859, excursionando pelo Nordeste, coletou amostras de fósseis de mamíferos na Localidade de Rapina, na então Comarca de São Francisco da Uruburetama (antigo nome do atual Município de Itapagé, cujo território já pertenceu à Itapipoca). Em 1862, um novo registro desse achado é feito pelo naturalista mineiro Guilherme Schüch de Capanema (1824–1908), durante os trabalhos da Comissão Científica de Exploração, que percorreu o Ceará em missão de estudos no período de 1859 a 1861, a serviço do Imperador D. Pedro II.
O ilustre professor, pesquisador e naturalista cearense Thomaz Pompeo de Souza Brasil (1818–1877), em seu livro Ensaio Estatístico da Província do Ceará (tomo 1), publicado em 1863, fez o seguinte relato sobre essa ocorrência (em grafia da época): “Em 1854, no logar Rapina, termo de Sancta Cruz, n’uma pequena lagoa formada por dous serrotes, que a cercam em posição tão elevada, onde só pode receber agua das encostas dos serrotes pelo inverno, inaccessivel ao gado, achou-se tambem uma grande ossada, cujos restos muitas pessoas tiraram 1
e por ordem do governo foram remettidos alguns para o museu. Um pedaço da canella tinha quatro palmos e meio de cumprido e duas de largura”. Este museu citado provavelmente era o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, porém não há registro atualmente desse material naquela instituição.
Já no Século XX, o Município de Itapipoca começa a ter atenção paleontológica a partir de 1952, por iniciativa do cidadão itapipoquense Prof. José Paurilo Barroso, que fez descobertas fossilíferas na Localidade de João Cativo. O Prof. Paurilo buscou ajuda de pesquisadores do Museu Nacional do Rio e Janeiro, que veio a atendê-lo prontamente em janeiro de 1961, com a vinda de uma expedição científica liderada pelo renomado paleontólogo brasileiro Carlos de Paula Couto (1910–1982). Naquele ano foram escavados cinco tanques, tendo sido resgatadas mais de 3.000 peças fossilizadas, que se encontram depositadas no Museu Nacional.
Os resultados preliminares dessa expedição foram registrados pelo Prof. Paula Couto em 1962, em relatório de atividades para o Museu Nacional, e posteriormente em 1980, em um artigo científico na Revista da Academia Brasileira de Ciências, no Rio de Janeiro. Entre as espécies fósseis registradas em Itapipoca, uma se destacou por ser desconhecida. Tratava-se de uma nova espécie de preguiça terrícola pré-histórica, que levou o nome científico de Xenocnus cearensis e até hoje só foi encontrada na Região Nordeste.
Em agosto de 1983, uma nova descoberta de fósseis colocou Itapipoca nas manchetes dos jornais. Desta vez na localidade de Pedra d’Água, na porção Leste do município, durante os trabalhos de desentulhamento de um tanque natural para acumulação de água, pelo programa Bolsões da Seca, do Governo Federal. Esse achado foi vistoriado pelo geólogo Francisco de Castro Bonfim Júnior, do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), para onde o material foi recolhido. No ano seguinte o referido geólogo apresentou uma comunicação preliminar sobre esse achado no 33º Congresso Brasileiro de Geologia, que se realizou no Rio de Janeiro.
Em 1989 todo o material coletado pela expedição do Museu Nacional a João Cativo, em 1961, foi trabalhado mais detalhadamente em uma dissertação de mestrado da bióloga carioca Márcia Gomide da Silva Mello, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse trabalho foram descritas 563 peças esqueletais de mamíferos fósseis, revelando a presença de 16 tipos de animais diferentes na pré-história de Itapipoca.
No período de 1989 a 1995 foi executado um programa de exploração paleontológica denominado Projeto Mamíferos Fósseis do Ceará, sob a coordenação do Laboratório de Paleontologia, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2
parceria com o DNPM, que tinha como objetivo principal o mapeamento das ocorrências desses fósseis em todo o território cearense. Durante o projeto, na Região da Serra de Uruburetama foram feitas descobertas nas Localidades de Lagoa do Osso, no Município de Tururu, em 1993, e Jirau, em Itapipoca, em 1994. Os resultados desse projeto culminaram, em 1995, na monografia de graduação de Celso Lira Ximenes (autor deste texto), no Curso de Geologia da UFC, o qual participou ativamente do projeto durante sua existência, como bolsista de iniciação científica.
No período de 1996 a 1999, os fósseis de Itapipoca e Tururu foram trabalhados pelo agora geólogo Celso Lira Ximenes, durante um curso de pós-graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com a co-participação do Laboratório de Paleontologia da UFC, durante um período de trabalho do citado profissional como professor substituto nessa universidade. Esse trabalho teve prosseguimento no período de 2000 a 2001 pelo referido profissional, agora como professor de Paleontologia da Faculdade de Biologia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), em Sobral, CE.
Em Janeiro de 2001 ocorreu uma nova descoberta ocasional em Itapipoca, nas margens do Rio Cruxati, na Localidade de Macaco, amplamente divulgada pela imprensa escrita cearense. Essa ocorrência foi vistoriada pelo geólogo do DNPM José Artur Ferreira Gomes de Andrade, que recolheu o material, o qual está depositado na coleção científica do Centro de Pesquisas Paleontológicas da Chapada do Araripe (CPCA), no Município de Crato, CE.
Nesse mesmo ano teve início um programa de pesquisa paleontológica do geólogo Celso Lira Ximenes, nos Municípios de Itapipoca e Irauçuba, trabalhando em um projeto de Mestrado pela Universidade Federal do Ceará, durante o qual foram descobertas cinco novas ocorrências fossilíferas, sendo três em Itapipoca e duas em Irauçuba. Durante esse projeto, concluído e defendido em 2003, foram recolhidas centenas de peças fósseis, que ficou sob a guarda da Prefeitura de Itapipoca.
A partir de maio de 2005, a Prefeitura Municipal de Itapipoca, na gestão do Prefeito João Ribeiro Barroso, iniciou um amplo programa de valorização do patrimônio pré-histórico do município, com a contratação do Paleontólogo Celso Ximenes para coordenar as atividades; a criação do Departamento de Patrimônio Pré-histórico, vinculado à Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto, que tem à frente da pasta o Secretário Paulo Maciel Júnior; e a criação do Museu de Pré-história de Itapipoca – MUPHI (Lei municipal nº 52/2005, de 17.10.2005).
Atualmente, todas as atividades paleontológicas em Itapipoca são coordenadas pelo MUPHI, que já conta com um escritório, localizado na Sede da Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto; um laboratório de preparação de fósseis; uma reserva técnica, que guarda uma coleção
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científica com mais de 5.000 peças fósseis e uma equipe de três técnicos, já formados pelo museu, para dar apoio às pesquisas e ações de preservação do patrimônio.
Como principais realizações do MUPHI, estão o levantamento preliminar das ocorrências de sítios fossilíferos e arqueológicos de Itapipoca; a temporada 2005/2006 de escavações paleontológicas; a preparação, em laboratório, de todo material coletado nos trabalhos de campo; um amplo programa de divulgação científica na imprensa escrita e falada; a realização do Projeto Paleontologia na Escola e a montagem da exposição Fósseis de Itapipoca, à disposição da população e de todos que visitam o município.
Em 2006, o MUPHI passou a integrar a Rede Nacional de Paleontologia, sediada no Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, em Uberaba, MG, que coordena o intercâmbio das instituições paleontológicas brasileiras com o objetivo principal de troca de experiências e preservação do patrimônio paleontológico brasileiro. Para participar das atividades, recebeu equipamentos de informática e de vídeo-conferência.
De todas as realizações até o presente, a principal delas é, sem dúvida, a busca pela formação de continuadores desse projeto de valorização dessa riqueza científica e cultural, que irão herdar a missão de preservá-la para as futuras gerações. Dentre estes, se destaca Antônio Sílvio Teixeira dos Santos, universitário, cidadão itapipoquense, que tem se despontado como um novo guardião do patrimônio pré-histórico (e também histórico) de Itapipoca. Esperamos que outros se juntem nós.
O ilustre professor, pesquisador e naturalista cearense Thomaz Pompeo de Souza Brasil (1818–1877), em seu livro Ensaio Estatístico da Província do Ceará (tomo 1), publicado em 1863, fez o seguinte relato sobre essa ocorrência (em grafia da época): “Em 1854, no logar Rapina, termo de Sancta Cruz, n’uma pequena lagoa formada por dous serrotes, que a cercam em posição tão elevada, onde só pode receber agua das encostas dos serrotes pelo inverno, inaccessivel ao gado, achou-se tambem uma grande ossada, cujos restos muitas pessoas tiraram 1
e por ordem do governo foram remettidos alguns para o museu. Um pedaço da canella tinha quatro palmos e meio de cumprido e duas de largura”. Este museu citado provavelmente era o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, porém não há registro atualmente desse material naquela instituição.
Já no Século XX, o Município de Itapipoca começa a ter atenção paleontológica a partir de 1952, por iniciativa do cidadão itapipoquense Prof. José Paurilo Barroso, que fez descobertas fossilíferas na Localidade de João Cativo. O Prof. Paurilo buscou ajuda de pesquisadores do Museu Nacional do Rio e Janeiro, que veio a atendê-lo prontamente em janeiro de 1961, com a vinda de uma expedição científica liderada pelo renomado paleontólogo brasileiro Carlos de Paula Couto (1910–1982). Naquele ano foram escavados cinco tanques, tendo sido resgatadas mais de 3.000 peças fossilizadas, que se encontram depositadas no Museu Nacional.
Os resultados preliminares dessa expedição foram registrados pelo Prof. Paula Couto em 1962, em relatório de atividades para o Museu Nacional, e posteriormente em 1980, em um artigo científico na Revista da Academia Brasileira de Ciências, no Rio de Janeiro. Entre as espécies fósseis registradas em Itapipoca, uma se destacou por ser desconhecida. Tratava-se de uma nova espécie de preguiça terrícola pré-histórica, que levou o nome científico de Xenocnus cearensis e até hoje só foi encontrada na Região Nordeste.
Em agosto de 1983, uma nova descoberta de fósseis colocou Itapipoca nas manchetes dos jornais. Desta vez na localidade de Pedra d’Água, na porção Leste do município, durante os trabalhos de desentulhamento de um tanque natural para acumulação de água, pelo programa Bolsões da Seca, do Governo Federal. Esse achado foi vistoriado pelo geólogo Francisco de Castro Bonfim Júnior, do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), para onde o material foi recolhido. No ano seguinte o referido geólogo apresentou uma comunicação preliminar sobre esse achado no 33º Congresso Brasileiro de Geologia, que se realizou no Rio de Janeiro.
Em 1989 todo o material coletado pela expedição do Museu Nacional a João Cativo, em 1961, foi trabalhado mais detalhadamente em uma dissertação de mestrado da bióloga carioca Márcia Gomide da Silva Mello, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse trabalho foram descritas 563 peças esqueletais de mamíferos fósseis, revelando a presença de 16 tipos de animais diferentes na pré-história de Itapipoca.
No período de 1989 a 1995 foi executado um programa de exploração paleontológica denominado Projeto Mamíferos Fósseis do Ceará, sob a coordenação do Laboratório de Paleontologia, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2
parceria com o DNPM, que tinha como objetivo principal o mapeamento das ocorrências desses fósseis em todo o território cearense. Durante o projeto, na Região da Serra de Uruburetama foram feitas descobertas nas Localidades de Lagoa do Osso, no Município de Tururu, em 1993, e Jirau, em Itapipoca, em 1994. Os resultados desse projeto culminaram, em 1995, na monografia de graduação de Celso Lira Ximenes (autor deste texto), no Curso de Geologia da UFC, o qual participou ativamente do projeto durante sua existência, como bolsista de iniciação científica.
No período de 1996 a 1999, os fósseis de Itapipoca e Tururu foram trabalhados pelo agora geólogo Celso Lira Ximenes, durante um curso de pós-graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com a co-participação do Laboratório de Paleontologia da UFC, durante um período de trabalho do citado profissional como professor substituto nessa universidade. Esse trabalho teve prosseguimento no período de 2000 a 2001 pelo referido profissional, agora como professor de Paleontologia da Faculdade de Biologia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), em Sobral, CE.
Em Janeiro de 2001 ocorreu uma nova descoberta ocasional em Itapipoca, nas margens do Rio Cruxati, na Localidade de Macaco, amplamente divulgada pela imprensa escrita cearense. Essa ocorrência foi vistoriada pelo geólogo do DNPM José Artur Ferreira Gomes de Andrade, que recolheu o material, o qual está depositado na coleção científica do Centro de Pesquisas Paleontológicas da Chapada do Araripe (CPCA), no Município de Crato, CE.
Nesse mesmo ano teve início um programa de pesquisa paleontológica do geólogo Celso Lira Ximenes, nos Municípios de Itapipoca e Irauçuba, trabalhando em um projeto de Mestrado pela Universidade Federal do Ceará, durante o qual foram descobertas cinco novas ocorrências fossilíferas, sendo três em Itapipoca e duas em Irauçuba. Durante esse projeto, concluído e defendido em 2003, foram recolhidas centenas de peças fósseis, que ficou sob a guarda da Prefeitura de Itapipoca.
A partir de maio de 2005, a Prefeitura Municipal de Itapipoca, na gestão do Prefeito João Ribeiro Barroso, iniciou um amplo programa de valorização do patrimônio pré-histórico do município, com a contratação do Paleontólogo Celso Ximenes para coordenar as atividades; a criação do Departamento de Patrimônio Pré-histórico, vinculado à Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto, que tem à frente da pasta o Secretário Paulo Maciel Júnior; e a criação do Museu de Pré-história de Itapipoca – MUPHI (Lei municipal nº 52/2005, de 17.10.2005).
Atualmente, todas as atividades paleontológicas em Itapipoca são coordenadas pelo MUPHI, que já conta com um escritório, localizado na Sede da Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto; um laboratório de preparação de fósseis; uma reserva técnica, que guarda uma coleção
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científica com mais de 5.000 peças fósseis e uma equipe de três técnicos, já formados pelo museu, para dar apoio às pesquisas e ações de preservação do patrimônio.
Como principais realizações do MUPHI, estão o levantamento preliminar das ocorrências de sítios fossilíferos e arqueológicos de Itapipoca; a temporada 2005/2006 de escavações paleontológicas; a preparação, em laboratório, de todo material coletado nos trabalhos de campo; um amplo programa de divulgação científica na imprensa escrita e falada; a realização do Projeto Paleontologia na Escola e a montagem da exposição Fósseis de Itapipoca, à disposição da população e de todos que visitam o município.
Em 2006, o MUPHI passou a integrar a Rede Nacional de Paleontologia, sediada no Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, em Uberaba, MG, que coordena o intercâmbio das instituições paleontológicas brasileiras com o objetivo principal de troca de experiências e preservação do patrimônio paleontológico brasileiro. Para participar das atividades, recebeu equipamentos de informática e de vídeo-conferência.
De todas as realizações até o presente, a principal delas é, sem dúvida, a busca pela formação de continuadores desse projeto de valorização dessa riqueza científica e cultural, que irão herdar a missão de preservá-la para as futuras gerações. Dentre estes, se destaca Antônio Sílvio Teixeira dos Santos, universitário, cidadão itapipoquense, que tem se despontado como um novo guardião do patrimônio pré-histórico (e também histórico) de Itapipoca. Esperamos que outros se juntem nós.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Resumo do Consilio de Nicéia
Esse foi o primeiro concílio ecumênico (Universal), aconteceu no período de maio a agosto de 325. Foi convocado e presidido inicialmente pelo Imperador Constantino, que depois passou a presidência para seu conselheiro eclesiástico, Ósio de Córdova, auxiliado por dois presbíteros representantes do Papa Silvestre, e do bispo Alexandre de Alexandria. Estiveram presentes cerca de trezentos bispos do oriente e do ocidente, fora ainda algumas personalidades, como o jovem diácono Atanásio assessor do bispo Alexandre, destinado a se tornar o adversário por excelência do arianismo, causa principal da convocação do concílio.
Esse foi um concilio de muitas disputas, que se prolongaram pós-concílio.
A principal causa do concilio de Nicéia foi o pensamento subversivo de Àrio, sacerdote de Alexandria que defendia:
Esse foi um concilio de muitas disputas, que se prolongaram pós-concílio.
A principal causa do concilio de Nicéia foi o pensamento subversivo de Àrio, sacerdote de Alexandria que defendia:
Como só pode haver um Deus, somente o Pai possuía a natureza divina e, assim, seu Filho, Cristo, devia ser-Lhe subordinado e, portanto, seria menos do que Deus, uma espécie de semideus. E, se assim é, não se pode afirmar que a redenção da humanidade foi realizada por Deus feito homem, mas simplesmente pela influencia e exemplo morais de um homem Divino (1969, PP.200-201).
Desta forma, o arianismo dizia que o Pai é o único ser realmente eterno, e que o Filho não existia antes de ser engendrado, em contraposição com Atanásio e os sínodos e os pequenos concílios ortodoxos, os quais sustentavam que o Filho é coeterno, igual e consubstancial ao Pai. O arianismo pretendia dar uma explicação racional do dogma cristão da Trindade, dizendo que Cristo é Filho por denominação e adoção e não por natureza, sendo assim a mais perfeita das criaturas.
Em contraposição, a Igreja redigiu um novo símbolo de fé em Nicéia, com a aprovação do Imperador, decidiram aceitar e modificar o Credo apresentado pelas comunidades da Palestina com seu líder, Eusébio do Cesáreia, lhe acrescentando a palavra homoóusion (consubstancial) referida a Cristo, ficando assim o Credo da Nicéia: ...o Filho de Deus, o unigênito do Pai, quer dizer, da substância (ousías) do Pai, Deus de Deus, luz de luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma substância (homoóusion) com o Pai... Dito de outra forma, o Filho (Jesus) é verdadeiramente Deus, porque é da mesma natureza e essência de Deus Pai.
Foram várias lutas para que o símbolo de fé promulgado em Nicéia tivesse se estabilizado. Um grande defensor do Credo foi Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, que sofreu falsas acusações, levando Constantino a exilá-lo em Treves,, e ao mesmo tempo que permitia a volta triunfal de Àrio, que estava exilado, a nova capital do Império, Constantinopla.
Foram destaques no período de consolidação e explicação do Credo de Nicéia: são Basílio; seu amigo são Gregório Nazianzeno, e o irmão mais novo, são Gregório de Nissa. “os três fixaram uma diferenciação clara entre natureza, que responde à pergunta, O quê?, e pessoa, que responde á pergunta Quem? Faça essas duas perguntas aos três santos , um de cada vez: ‘Que és? ‘sou um ser humano, que possui a natureza do homem’. ‘Quem és?’ ‘Sou Basílio ou Gregório”. Se fizéssemos a primeira pergunta (‘Quem és?’) á Santíssima Trindade, a resposta seria: ‘Eu sou deus Pai’; ou ‘Eu sou Deus Filho’; ou, ainda ‘Eu sou Deus Espírito Santo’. Assim, a natureza e pessoa são coisas diferentes, de modo que não há contradição em se dizer que existem Três Pessoas em uma Natureza Divina”. (1969, p.202).
Foram destaques no período de consolidação e explicação do Credo de Nicéia: são Basílio; seu amigo são Gregório Nazianzeno, e o irmão mais novo, são Gregório de Nissa. “os três fixaram uma diferenciação clara entre natureza, que responde à pergunta, O quê?, e pessoa, que responde á pergunta Quem? Faça essas duas perguntas aos três santos , um de cada vez: ‘Que és? ‘sou um ser humano, que possui a natureza do homem’. ‘Quem és?’ ‘Sou Basílio ou Gregório”. Se fizéssemos a primeira pergunta (‘Quem és?’) á Santíssima Trindade, a resposta seria: ‘Eu sou deus Pai’; ou ‘Eu sou Deus Filho’; ou, ainda ‘Eu sou Deus Espírito Santo’. Assim, a natureza e pessoa são coisas diferentes, de modo que não há contradição em se dizer que existem Três Pessoas em uma Natureza Divina”. (1969, p.202).
Paz e Bem! Frei Gilton, OFMCap.
Proximo resumo: Concílio Ecumênico de Constantinopla.
BIBLIOGRAFIA
ALBERIGO, Giuseppe. História dos Concílios Ecumênicos. São Paulos: Paulus, 1995.
ALBION, Gordon. A história da Igreja. Rio de Janeiro: Renes, 1969. (volume 3).
PIERINI, Franco. A idade antiga: curso de historia da Igreja I. São Paulo: Paulus, 1998.
BIBLIOGRAFIA
ALBERIGO, Giuseppe. História dos Concílios Ecumênicos. São Paulos: Paulus, 1995.
ALBION, Gordon. A história da Igreja. Rio de Janeiro: Renes, 1969. (volume 3).
PIERINI, Franco. A idade antiga: curso de historia da Igreja I. São Paulo: Paulus, 1998.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
10 Filmes sobre Mitologia Grega (e Romana)
A mitologia grega procura explicar desde a criação do mundo até os pormenores da vida. Era ensinado às crianças, como forma de prepará-las na compreensão de fenômenos naturais e outros acontecimentos que ocorriam sem o intermédio dos humanos.
Em Roma, a mitologia era bastante semelhante e muitos de seus deuses foram inspirados nos gregos.
Esta lista traz 10 exemplos de filmes que se utilizaram deste deuses e da antiga literatura, com maior ou menor liberdade.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Democracia grega x Democracia contemporânea
Ao falarmos do legado dos gregos para o mundo contemporâneo, percebemos que muitos textos ressaltam como as experiências políticas experimentadas em Atenas serviram de base para a construção do regime democrático. A luta pelo fim dos privilégios aristocráticos e a consolidação de uma sociedade com direitos mais amplos teriam sido os pilares dessa nova forma de governo. Contudo, não podemos afirmar que a idéia de democracia entre os gregos seja a mesma do mundo contemporâneo. Atualmente, quando definimos basicamente a democracia, entendemos que este seria o “governo” (cracia) “do povo” (demo). Ao falarmos que o “governo pertence ao povo”, compreendemos que a maioria da população tem o direito de participar do cenário político de seu tempo. De fato, nas democracias contemporâneas, os governos tentam ampliar o direito ao voto ao minimizar todas as restrições que possam impedir a participação política dos cidadãos. Tomando o Brasil como exemplo, percebemos que a nossa democracia permite que uma parte dos menores de 18 anos vote e que as pessoas com mais de 70 anos continuem a exercer seu direito de cidadania. Além disso, a nossa constituição não prevê nenhum empecilho de ordem religiosa, econômica, política ou étnica para aqueles que desejem escolher seus representantes políticos. Até os analfabetos, que décadas atrás eram equivocadamente vistos como “inaptos”, hoje podem se dirigir às urnas. Para os gregos, a noção de democracia era bastante diferente da que hoje experimentamos e acreditamos ser “universal”. A condição de cidadania era estabelecida por pressupostos que excluíam boa parte da população. Os escravos, as mulheres, os estrangeiros e menores de dezoito anos não poderiam participar das questões políticas de seu tempo. Tal opção não envolvia algum tipo de interesse político, mas assinalava um comportamento da própria cultura ateniense. Na concepção desta antiga sociedade, aqueles que não compartilhavam dos mesmos costumes de Atenas não poderiam ter a compreensão necessária para escolher o melhor para a pólis. Além disso, observando o modo como os atenineses viam a mulher, sabemos que tal exclusão feminina se assentava na “inferioridade natural” reservada ao sexo feminino. Por fim, os escravos também eram politicamente marginalizados ao não terem o preparo intelectual necessário para o exercício da política. Dessa forma, não podemos dizer que a democracia ateniense era cingida por uma estranha contradição. Ao contrário, percebemos que as instituições políticas dessa cultura refletiam claramente valores diversos que eram anteriores ao nascimento da democracia grega. Também devemos levar em conta que o nosso ideal democrático é influenciado pelas discussões políticas dos intelectuais que defenderam os ideais do movimento iluminista, no século XVIII. A distância entre a democracia grega e a atual somente corrobora com algo que se mostra bastante recorrente na história. Com o passar do tempo, os homens elaboram novas possibilidades e, muitas vezes, lançando o seu olhar para o passado, fazem com que a vida de seus próximos seja transformada pelo intempestivo movimento de idéias que torna nossa espécie marcada pelo signo da diversidade.
Por Rainer Sousa Mestre em História
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Conceito de Democracia
Paulo Gustavo Bastos de Souza - Estudante
Nenhum termo do vocabulário político é mais controverso que Democracia. Empregado pela primeira vez por Heródoto há quase dois mil e quinhentos anos, a significação do vocábulo tem variado e se transmutado; na prática, através dos períodos históricos, e em teoria nas obras de todos os autores.
A desordem começa na etimologia da palavra e espalha-se em regimes que são ou se dizem democráticos e diferem entre si como termos antônimos. Alguns a definem gramaticalmente, e então se percebe que ela nunca existiu e talvez nunca existirá.Outros procuram descreve-la tal como ela é, e então verificam que houve e há tantas democracias quantos Estados a praticaram e praticam. E há ainda os que a conceituam tal como devia ser, e nessa perspectiva, a inteligência e a imaginação criam sistemas que vão do provável ou possível até magníficas ou atrozes utopias.
Existem muitas definições, portanto. Porém, parece-me comum a todas estas um alicerce que sustenta ser a democracia um regime em que o povo se governa a si mesmo, quer diretamente, quer por meio de funcionários eleitos por lê para administrar os negócios públicos e fazer as leis de acordo com a opinião geral, ou seja, um regime político, uma forma de vida social, um método de existência e cooperação entre indivíduos membros de uma organização estatal.
Baseia-se, na idéia de que cada povo é senhor de seu destino, tem o direito de viver de acordo com as leis que livremente adotar e de escolher livremente a pessoas que, em nome dele e de acordo com a opinião dele, hão de tratar dos interesses coletivos. A democracia, pois, supõe a liberdade e a igualdade.
Aliás, a igualdade perante a lei é inerente à democracia. Portanto, mesmo quando se afirma que todos são iguais perante a lei, ela não significa um tratamento absolutamente igual a todos, pois sendo os homens diferentes, isso seria a suprema desigualdade. Devendo ser igual para todos, a lei procura tratar cada um conforme ele é realmente; ideal difícil de atingir, mas do qual as boas leis democráticas tentam se aproximar sempre mais.
- Direta:
As chamadas democracias gregas, cuja verdadeira noção se assemelha a aristocracias, eram diretas ou participativas, ou seja, os cidadãos reuniam-se freqüentemente em assembléia para resolver os assuntos mais importantes do governo da cidade, tais como declarar a guerra e fazer a paz, escolher magistrados e funcionários, julgar certos crimes etc.
Várias razões permitiram a forma direta de governo do povo pelo povo nos Estados gregos. Em primeiro lugar, a pequena extensão desses Estados, que eram realmente cidades, o que facilitava a reunião freqüente de todos os cidadãos. Em segundo lugar, o número desses cidadãos era pequeno, pois a maior parte da população era escrava ou não tinha direito de voto (crianças, mulheres e estrangeiros). Por fim, os assuntos a resolver eram poucos e de caráter geral. Além de que, com base no sistema escravista, o cidadão grego tinha muito tempo disponível para participar das assembléias.
- Indireta
Nenhuma dessas condições existe no mundo moderno. Os Estados têm geralmente um grande território, grande população e os negócios públicos são numerosos, complexos, de natureza técnica, só acessíveis a indivíduos mais ou menos cultos e especializados. O número de eleitores nos grandes Estados modernos, como no Brasil, por exemplo, é de muitas dezenas de milhões de cidadãos, espalhados em cerca de oito milhões e meio de quilômetros quadrados. Evidentemente, não seria possível reunir dezenas de milhões de homens para discutir e votar. O governo direto é, pois, praticamente impossível. Além disso, o homem moderno vive entregue a seus afazeres, tem profissão absorvente, não poderia dispor do tempo necessários para discutir e votar milhares de assuntos em dezenas de reuniões anuais.
Necessariamente, pois, as democracias modernas teriam de ser representativas, isto é, o povo não decide diretamente das coisas públicas, do governo, mas sim por meio de representantes eleitos por ele. Ou melhor, o Poder Executivo e o Legislativo não são exercidos diretamente pelos cidadãos, mas sim por pessoas especialmente eleitas para isso.
- Semidireta
A democracia indireta ou representativa é o sistema comum de governo dos Estados modernos. Nos últimos decênios, porém, a doutrina política e a legislação constitucional preconizaram e adotaram modificações sensíveis no regime representativo, surgindo uma terceira modalidade de democracia, a democracia semidireta. É um sistema misto, que guarda as linhas gerais do regime representativo, porque o povo não se governa diretamente, mas tem o poder de intervir, às vezes, diretamente na elaboração das leis e em outros momentos decisivos do funcionamento dos órgãos estatais, através de alguns institutos, como o referendo, plebiscito, iniciativa, direito de revogação e o veto.
__________________________________________________
Paulo Gustavo Bastos de Souza - Estudante do 7º Semestre do curso de Direito da Universidade Federal do Ceará
sábado, 29 de outubro de 2011
Biblioteca Digital Mundial
Conheça a Biblioteca Digital Mundial
A biblioteca contém um arquivo riquíssimo como documentos e livros raros.
Projeto da Unesco contou com colaboração de instituição de vários países.
A Biblioteca Digital Mundial, da Unesco, que já está disponível na internet. Para facilitar a navegação, as informações estão divididas por continentes. Trinta e duas instituições de vários países contribuíram para formar o acervo, que é riquíssimo. São mapas, documentos raros, livros. Pinturas rupestres, fotos e gravuras, como as do Japão.
A busca pode ser feita por período, tema ou lugares - tudo disponível em sete idiomas, entre eles, o português e em alguns casos é possível ouvir as informações. Clique aqui para acessar a Biblioteca Digital Mundial.
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