quinta-feira, 20 de junho de 2013

UNESCO - Diário da primeira viagem à Índia de Vasco da Gama poderá ser Memória do Mundo


O diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, de 1497 a 1499, está entre os 84 pedidos de inscrição no Registo da Memória do Mundo, que serão analisados pela UNESCO entre 18 e 21 de Junho deste ano.
Café Portugal/Lusa | terça-feira, 11 de Junho de 2013
Os pedidos serão analisados pelo Comité Internacional do Programa Memória do Mundo, que se reúne, em Gwangju, na Coreia do Sul.
O Comité faz as recomendações, cabendo depois a decisão de classificação à directora-geral da UNESCO, Irina Bokova.
Propriedade da Biblioteca Municipal do Porto, o original do diário da viagem de Vasco da Gama à Índia, em 1497, é atribuído a Álvaro Velho, do Barreiro, e esteve exposto naquela biblioteca em 2008. A Faculdade de Letras da Universidade do Porto disponibiliza-o online, na colecção Gâmica da Biblioteca Digital, numa leitura crítica do investigador José Marques.
O texto «fornece testemunho da viagem marítima pioneira (…), um dos momentos decisivos que mudaram o curso da história», refere o texto, na lista de pedidos à UNESCO.
Criado em 1997 para proteger o património documental mundial, o Registo Memória do Mundo integra actualmente 245 itens, três dos quais são portugueses e fazem parte do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT).
São estes a carta de Pêro Vaz de Caminha ao rei de Portugal D. Manuel I (Terra de Vera Cruz, Brasil, 1 de Maio de 1500), sobre a chegada ao Brasil, o Tratado de Tordesillas (versão castelhana), de 7 de Junho de 1494, e um conjunto de 83.212 documentos (1161-1699), cujo interesse, segundo o ANTT, «reside na informação e esclarecimento sobre as relações entre os europeus, sobretudo as dos portugueses com os povos africanos, asiático e latino-americanos».
Na reunião do comité da UNESCO será analisada também a inclusão no registo do arquivo do arquitecto Oscar Niemeyer (com 8.927 documentos) e de documentos relativos às viagens do imperador D. Pedro II no Brasil e no exterior, pedidos pelo Brasil, assim como da colecção de documentos audiovisuais de Max Stahl, sobre o nascimento da nação de Timor-Leste.
A colecção de manuscritos originais da juventude de Ernesto ‘Che’ Guevara, o património do Festival de Jazz de Montreux, o conjunto de testemunhos do museu do Holocausto em Israel e a colecção de manuscritos do Corão mameluco, da Biblioteca Nacional do Egito, são outros documentos que poderão ser classificados pela UNESCO.



Batismo de Sangue (2007)


Cláudio Fonteles deixa Comissão da Verdade por divergências internas

Cláudio Fonteles deixa Comissão da Verdade por divergências internas
Ex-procurador geral da República ocupava a coordenação do grupo






O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles renunciou ao cargo e está deixando o grupo alegando desentendimentos internos. O pedido de renúncia de Fonteles, onde diz que a decisão é irreversível, já está na mesa da presidente Dilma Rousseff. O ex-procurador da República fazia parte do grupo formado integrantes indicados por Dilma.
- Considerei realmente que o meu trabalho na Comissão da Verdade cumpriu-se, chegou ao fim. Então, entendi por razões estritamente pessoais que era o tempo de encerrar – disse Fonteles, que participou nesta terça-feira do debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 que limita o poder de investigação do Ministério Público.
Desde que o grupo foi formado se dividiu em dois por divergências de método de trabalho. Um liderado por Fonteles e Rosa Cardoso, e o outro por Paulo Sérgio Pinheiro e José Carlos Dias. Com a renúncia de Gilson Dipp por questão de saúde, no início do ano, os problemas se acentuaram. Desde então os integrantes da comissão não conseguiram sequer a chegar a um nome de consenso para indicar na vaga de Dipp. A presidente Dilma delegou ao grupo a decisão sobre a substituição. O nome de Luci Buff foi o único apresentado, mas quando chegou ao gabinete presidencial a indicada desistiu.
Por esses problemas, Dilma decidiu prorrogar o funcionamento da Comissão da Verdade até dezembro de 2014. A lei que criou o grupo estabelecia um período de dois anos de funcionamento (até abril de 2014) . A lei agora terá que ser modificada.
O ex-procurador disse que produziu 150 textos durante o período que esteve no grupo. Ele avalia que sua saída não prejudicará os trabalhos.
- Acho que não, porque não há seres humanos insubstituíveis. Outras pessoas virão e continuarão. Isso faz parte do sistema democrático. Acho muito salutar que venham outras pessoas, que os organismos se renovem e acho que vai tudo continuar bem – disse, minimizando que o governo ou divergências internas tenham pesado em sua decisão:
- Quanto ao governo de maneira alguma. Quanto aquilo já foi noticiado pela imprensa (divergências internas) não pesou, até porque foi sanado. As pessoas que não tinham essa ideia se convenceram de que é útil e fundamental para o país que a Comissão Nacional da Verdade seja um mero instrumento da cidadania. Portanto, provoque o envolvimento da sociedade em defesa permanente e perpétua da cidadania.

Fonte: OGLOBO

Apresentação do Projeto: “Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil”

Este projeto é fruto de uma parceria entre a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça e as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Pernambuco (UFPE) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS). O projeto insere-se no esforço da Comissão da Anistia, criada em 2001, em esclarecer e reparar os crimes cometidos pelo Estado, especialmente no período da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). O trabalho se insere também em uma perspectiva que, cada vez mais, valoriza os registros da memória para a escrita da história recente, sobretudo em momentos históricos de violência e repressão, como os vividos na América Latina.  
            O objetivo principal deste projeto é construir um acervo de fontes orais e audiovisuais, bem como do material transcrito, com critérios teóricos e metodológicos próprios da História Oral, a partir da realização, registro e organização de entrevistas com pessoas cujas histórias de vida são atreladas à perseguição política nos períodos de repressão, sobretudo indivíduos contemplados pela Lei nº 10.559/02, que concede anistia política e estabelece uma reparação econômica aos anistiados.
O uso da História Oral como metodologia tem contribuído muito para o trabalho do historiador do tempo presente. Desde a década de 1980, sobretudo nos trabalhos que abordam os anos das ditaduras militares na América do Sul, os depoimentos e testemunhos de ex-militantes políticos revelaram-se uma das fontes preferenciais para os historiadores. Estes depoimentos nos permitem compreender a construção das estratégias de ação e das representações de grupos ou indivíduos em diferentes contextos. Portanto, os testemunhos podem servir como matéria prima para a compreensão dos usos políticos do passado. Assim sendo, a memória é, para o historiador, ao mesmo tempo fonte e objeto de estudo.

* * *

Ao longo de um ano de projeto (2012-2013), a equipe da UFRJ realizou 44 entrevistas, que configuram um amplo e diversificado painel de histórias de vida de ex-líderes estudantis, ex-guerrilheiros, familiares de mortos e desaparecidos políticos, militares cassados, perseguidos políticos em geral, pessoas que se engajaram na Campanha da Anistia na década de 1970, ativistas de direitos humanos, entre outros. Estas entrevistas não só apontam para as inúmeras possibilidades de atuação durante o período da ditadura civil-militar brasileira, mas também revelam uma pluralidade de memórias, que podem servir como fonte e objeto de estudo para os historiadores, constituindo-se, portanto, em um rico manancial para os estudos históricos do Brasil contemporâneo. 
As entrevistas foram filmadas, gravadas e transcritas. Todos os depoimentos encontram-se à disposição do público no Núcleo de História Oral do Laboratório de Estudos do Tempo Presente do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH/UFRJ). Além disso, estes depoimentos também integrarão futuramente o acervo do Memorial da Anistia, que será construído pelo governo federal.

Consulta ao Acervo:
            As entrevistas do acervo “Marcas da Memória” podem ser consultadas gratuitamente às segundas, quartas e sextas no Núcleo de História Oral da UFRJ, no 3º andar, sala 313, do Instituto de História, localizado no Largo de São Francisco de Paula, nº 1. As consultas serão realizadas exclusivamente mediante agendamento prévio através do e-mail: marcasdamemoriaufrj@gmail.com

Listagem das Entrevistas:

Catalogação
Nome
01
Ana Bursztyn
02
Ângela Pezzuti
03
Anita Prestes
04
Bernardo da Mata Machado
05
Cid Benjamin
06
Clara Charf
07
Clarice Herzog
08
Clodesmidt Riani
09
Daniel de Souza
10
Dom Waldyr Calheiros
11
Dulce Pandolfi
12
Eunício Cavalcante
13
Fani Tabak
14
Ferreira Gullar
15
Flávia Schilling
16
Geraldo Cândido
17
Heloísa Greco
18
Ivan Seixas
19
Jacob Gorender
20
James Green
21
Jessie Jane Vieira
22
João Carlos Santos
23
José Dirceu
24
José Ibrahim
25 e 26
José Luis e Nair Guedes
27
Magda Neves
28
Marcos Souza
29
Maria Amélia Teles
30
Maria José Nahas
31
Michel Le Ven
32
Modesto da Silveira
33
Nélie Sá Pereira
34
Raimundo Porfírio
35
Regina von der Weid
36
Reinaldo Guarany
37
Rita Sipahi
38
Rose Nogueira
39
Stanley Bueno
40
Vera Paiva
41
Vera Vital Brasil
42
Victória Grabois
43
Virgilio Gomes Filho
44
Vladimir Palmeira

Equipe “Marcas da Memória”/ Rio de Janeiro:

Coordenadora Geral da Pesquisa: Profa. Dra. Maria Paula Nascimento Araújo (Programa de Pós Graduação em História Social, UFRJ)

Pesquisadora-Bolsista/ Coordenadora: Profa. Ms. Izabel Priscila Pimentel da Silva (Doutoranda em História na UFF)

Bolsistas de Aperfeiçoamento (Estudantes de Pós-Graduação):
Bacharel em História Desirree dos Reis Santos (mestranda em História na PUC-RJ)

Bolsistas de Iniciação Científica (Estudantes de Graduação):
Ana Carolina Schultz Araújo (Letras/PUC-RJ)
Fernanda Abreu (História/UFRJ)
Helena Rossi (História/UFRJ)
Luana Góes (História/ UFRJ)
Renato Dias Pais (História/ UFRJ)

Bolsistas PIBIC (Estudantes de Graduação/ Colaboradores)
Glenda Gathe Alves (História/UFRJ)
Zamara Graziela Pinheiro de Oliveira. (História/ UFRJ)



Marcas da Memória


Encontra-se disponível para consulta os conteúdos do projeto "Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil", fruto de uma parceria entre a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça e as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Pernambuco (UFPE) e a do Rio Grande do Sul (UFGRS). O objetivo principal deste projeto é construir um acervo de fontes orais e audiovisuais, bem como do material transcrito, com critérios teóricos e metodológicos próprios da História Oral, a partir da realização, registro e organização de entrevistas com pessoas cujas histórias de vida são atreladas à perseguição política nos períodos de repressão. São dezenas de entrevistas que entrevistas, que configuram um amplo e diversificado painel de histórias de vida de ex-líderes estudantis, ex-guerrilheiros, familiares de mortos e desaparecidos políticos, militares cassados, perseguidos políticos em geral, pessoas que se engajaram na Campanha da Anistia na década de 1970, ativistas de direitos humanos, entre outros. 





quinta-feira, 13 de junho de 2013

CÂMARA DE ARACAJU APROVA A ADMISSÃO TÍTULOS MERCOSUL


CÂMARA DE ARACAJU APROVA A ADMISSÃO TÍTULOS MERCOSUL

A Câmara Municipal de Aracaju aprovou, por unanimidade em redação final, na tarde desta terça-feira (11), o Projeto de Lei do vereador Vinícius Porto (DEM) que dispõe sobre o reconhecimento de diplomas de pós-graduação, em nível de especialização, mestrado e doutorado, cursado nos países membros do Mercosul. A admissão refere-se desde a qualificação de diplomas para efeito de concursos públicos ou seleção de docentes e pesquisadores no âmbito da capital sergipana, como também para fins de carreira de ensino e pesquisa.
De acordo com o Presidente da Câmara de Vereadores, Vinícius Porto, nos anos recentes passou a existir na comunidade acadêmica nacional, a celebração de acordos institucionais que admitem sejam reconhecidos títulos acadêmicos de graduação e pós-graduação obtidos em países da América do Norte, América do Sul da União Européia. “Muito embora se verifique a intensificação desse processo, os títulos acadêmicos, quando obtidos nesses territórios, encontram resistência da parte das autoridades educacionais nacionais para seu reconhecimento”, afirma o parlamentar.
Vinícius Porto ressalta, ainda, que em contrapartida, tem-se assistido a uma demanda crescente por cursos de graduação, o que tem levado a uma procura por cursos de pós-graduação ‘strictu sensu”. “Essa procura é fomentada pelas regras estabelecidas pela LDB 9.394/96, que estabelece , no mínimo, um terço do corpo docente de mestres e doutores nas universidades, assim como a exigência de maior qualificação dos profissionais para atender à competitividade de um mundo globalizado”, explica o vereador.
Para Vinícius Porto esse cenário deixa evidente a insuficiente oferta de vagas para cursos dessa natureza, diante de uma demanda reprimida por parte de quem conclui uma graduação e, por parte, do mundo do trabalho que exige profissionais, cada vez mais, qualificados.
“Em nosso país, as estatísticas mostram um número mínimo de jovens que conseguem concluir o ensino médio; um universo menor ainda conquista o direito a uma graduação e uma parcela ínfima de brasileiros tem o privilégio de concluir o curso de pós-graduação. Diante dessa situação, muitos pesquisadores e profissionais do município de Aracaju procuram instituições estrangeiras para realizar seus cursos de pós-graduação, daí sobrevém à necessidade do reconhecimento desses títulos”, enfatiza Porto.
O presidente da Casa ressalta que os acordos e tratados internacionais são hoje reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal, como possuidores de status infraconstitucional e supralegal. “São inferiores à Constituição, mas superiores à legislação ordinária. Assim esta Lei busca dar efetividade ao tratado em território do Distrito Federal”, conclui Vinícius Porto.
Ascom CMA
Antonio Vasques, DSc

terça-feira, 4 de junho de 2013

Comissão questiona 44 mortes na ditadura apontadas como suicídio

Segundo Comissão da Verdade, provas levantam dúvidas sobre os casos. Grupo de peritos usa novas tecnologias para analisar as causas das mortes.
A Comissão Nacional da Verdade, que investiga violações aos direitos humanos cometidas no país entre 1946 e 1988, iniciou análise de 44 mortes registradas como suicídio no período da ditadura militar mas que, segundo a comissão, podem ter sido causadas pela repressão do Estado.

Segundo a Comissão da Verdade, laudos necroscópicos e outros registros, como fotografias do corpo de vítima, por exemplo, apontam inconsistências que indicam que as versões dos governos do período militar para as mortes podem ser falsas.
Ainda de acordo com a comissão, a lista com os 44 casos foi preparada por peritos e especialistas que trabalham para o órgão. Dos 44 registros, 18 possuem laudos com fotografia do corpo, do lugar da morte ou dos dois itens. Todas as provas à disposição serão usadas com novas tecnologias à disposição dos peritos, informou a assessoria da comissão.
Um dos casos que vai ser analisado é o de Luiz Eurico Tejera Lisboa, morto em São Paulo em 1972 e enterrado sob o nome falso de Nelson Bueno no cemitério de Perus, de acordo com a comissão. O corpo foi encontrado com um tiro na cabeça no bairro da Liberdade e o laudo cadavérico e exames de local indicaram na época que foi um suicídio. Mas peritos que colaboram com a Comissão da Verdade analisaram os documentos disponíveis sobre o caso e encontraram inconsistências nos laudos produzidos pelo regime militar. 
Fonte: G1

As paredes são só um detalhe: o verdadeiro investimento está nas pessoas

Profesoor Ednardo Sousa Bezerra Júnior Vivemos um tempo em que muito se fala sobre inovação, tecnologia, inteligência artificial, estrutur...