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quarta-feira, 12 de novembro de 2025
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
A Escada de Jacó
Símbolo de ascensão espiritual
A Escada de Jacó é um dos símbolos mais enigmáticos e inspiradores das tradições bíblicas, teológicas e esotéricas. Sua origem encontra-se na narrativa do livro de Gênesis (Gn 28:10-19), quando Jacó, em sua jornada, adormeceu em Betel e teve um sonho no qual via uma escada erguendo-se da Terra até o Céu. Anjos subiam e desciam por ela, e, no alto, o Senhor reafirmava sua aliança com os patriarcas.
Essa visão tornou-se, ao longo dos séculos, uma fonte inesgotável de interpretações, tanto na teologia cristã quanto na filosofia espiritual e no simbolismo iniciático da Maçonaria.
Entre o humano e o divino
A escada simboliza a ligação entre o mundo terreno e o espiritual, o elo entre o finito e o infinito, entre a matéria e o espírito. Santo Agostinho, em suas “Confissões”, afirma que cada degrau dessa ascensão representa a superação de paixões e a conquista de virtudes, conduzindo a alma à união com Deus. Orígenes, por sua vez, interpretava a escada como um itinerário de purificação interior, no qual os anjos seriam símbolos das forças espirituais que auxiliam ou provam o homem em sua caminhada.
No campo da mística cristã, a Escada de Jacó inspirou obras como a “Escada do Paraíso”, escrita por São João Clímaco (século VII), que descreve trinta degraus espirituais de ascensão rumo à perfeição.
O olhar maçônico
Na Maçonaria, a Escada de Jacó é compreendida como alegoria da evolução humana. Cada degrau representa um estágio de progresso moral, intelectual e espiritual. O maçom, ao subir por essa escada simbólica, vai deixando para trás vícios e ilusões, aproximando-se da Luz e da Verdade. Como ensinam antigos rituais: “O caminho da perfeição é feito de degraus; cada virtude conquistada é um passo mais alto na escada da sabedoria”.
Assim, a escada torna-se também símbolo da própria condição humana: um ser em constante movimento, chamado a subir com perseverança, fé e disciplina.
A dinâmica da ascensão
Os anjos que sobem e descem a escada representam o intercâmbio contínuo entre Céu e Terra, lembrando-nos que a vida espiritual não é estática, mas dinâmica. Trata-se de um fluxo constante de aprendizado, queda, superação e crescimento. Tomás de Aquino já afirmava que a perfeição da vida cristã não está em nunca cair, mas em levantar-se sempre, com humildade e confiança na graça divina.
Conclusão: um convite à elevação
A Escada de Jacó nos recorda que todos estamos em uma jornada. Alguns em degraus mais baixos, outros mais altos, mas todos chamados a ascender em direção à luz. Esse símbolo nos ensina paciência, constância e fé, pois a verdadeira subida não acontece fora, mas no interior da alma.
Na perspectiva bíblica, teológica e maçônica, a escada é, sobretudo, um convite à elevação, um apelo à busca de sabedoria e à união com o Divino. Em cada degrau, um aprendizado; em cada passo, uma vitória sobre nós mesmos.
Referências
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Bíblia Sagrada, Gênesis 28:10-19.
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AGOSTINHO, Santo. Confissões.
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ORÍGENES. Homilias sobre o Gênesis.
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CLÍMACO, São João. A Escada do Paraíso.
terça-feira, 2 de setembro de 2025
Modernização e Inovação na Maçonaria: Um Chamado ao Presente
Profº Ednardo Sousa Bezerra Júnior
terça-feira, 15 de julho de 2025
Livrarias em declínio no Brasil e o sucesso das livrarias em Buenos Aires: o que explica esse contraste?
Ednardo Sousa Bezerra Jr
Neste artigo, analisamos as razões para o enfraquecimento do mercado livreiro brasileiro e os fatores que fazem das livrarias argentinas, especialmente as de Buenos Aires, verdadeiros polos culturais.
Por que o número de livrarias no Brasil está diminuindo?
O fechamento progressivo de livrarias no Brasil tem múltiplas causas, que envolvem fatores econômicos, sociais e estruturais. A crise econômica e o aumento do custo de vida tornam os livros cada vez menos acessíveis para grande parte da população (SNEL, 2021). Com isso, muitas famílias deixam de priorizar a compra de obras literárias, enxergando o livro como um item supérfluo diante de outras necessidades básicas.
Além disso, o hábito da leitura ainda é pouco incentivado desde a infância. Em muitas escolas públicas, o acesso à leitura não ocorre de forma prazerosa ou frequente, e o papel das bibliotecas escolares tem se enfraquecido com o tempo (IBGE, 2020). Sem estímulo consistente, o livro não se torna um companheiro cotidiano da maioria dos brasileiros.
Outro fator determinante é a ascensão do comércio em plataformas digitais. Sites como Amazon, com preços baixos e frete gratuito, dominaram o mercado, deixando as livrarias físicas em desvantagem competitiva (CartaCapital, 2021). Isso contribuiu para o fechamento de várias lojas.
A situação se agrava com a baixa distribuição de livrarias em nível nacional. Mais da metade dos municípios brasileiros não possui sequer uma livraria, o que torna o acesso ao livro ainda mais restrito para quem vive fora dos grandes centros urbanos (Instituto Pró-Livro, 2020). Todo esse contexto reflete uma realidade preocupante, em que o livro vai perdendo espaço não apenas no comércio, mas também na vida cotidiana das pessoas.
Grandes redes como Saraiva e Livraria Cultura, que já dominaram o mercado nacional, enfrentaram falência e reduziram drasticamente sua presença física no país (Folha de S.Paulo, 2018). A falta de acesso físico aos livros é uma barreira real, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros.
Por que as livrarias de Buenos Aires são tão movimentadas?
Enquanto o Brasil enfrenta a retração do setor livreiro, Buenos Aires vive uma realidade totalmente oposta. A capital argentina é considerada a cidade com mais livrarias por habitante no mundo (The Guardian, 2015).
Buenos Aires é repleta de livrarias pequenas, especializadas, charmosas e acessíveis. Algumas se tornaram pontos turísticos, como a famosa El Ateneo Grand Splendid, localizada dentro de um antigo teatro. O jornal britânico The Guardian elegeu-a como a segunda livraria mais bonita do mundo (Aguiar Buenos Aires, 2021).
A Argentina possui uma tradição literária muito forte. Escritores como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Ernesto Sábato são ícones da cultura nacional. A leitura é vista não apenas como aprendizado, mas como parte da identidade cultural do país (La Nación, 2019).
O governo argentino investe com mais frequência em cultura, editoras locais, feiras de livros e programas de incentivo à leitura (UNESCO, 2022). Para muitos argentinos, visitar livrarias é uma atividade de lazer, como ir a um café ou a uma exposição. As livrarias oferecem ambientes aconchegantes e são pontos de encontro, não apenas de consumo.
Também é comum encontrar em Buenos Aires livrarias com livros novos e usados, além de edições populares e baratas, o que facilita o acesso a todas as classes sociais (Clarín, 2020).
O consumo de vinil nas livrarias argentinas
O consumo de discos de vinil, em um mundo digital, chama a atenção. Segundo dados da Cámara Argentina de Productores de Fonogramas y Videogramas (CAPIF), o vinil representa cerca de 50% de todas as vendas físicas de música no país, empatando com o CD (CAPIF, 2022). Entre 2018 e 2021, sua participação subiu de 15% para 61%, revelando um renascimento do formato.
O consumo de vinil em Buenos Aires, especialmente em livrarias como El Ateneo, é forte. Iniciativas como a Vinyl Night (noite do vinil), que une literatura e música, têm demonstrado como as livrarias se envolvem diretamente com esse segmento.
Comparativo entre Brasil e Argentina
No Brasil, o incentivo à leitura ainda é limitado. São poucas as políticas públicas consistentes que estimulem o hábito de ler desde a infância. Isso contrasta com a realidade argentina, onde há um esforço mais constante e articulado para valorizar o livro e a leitura (UNESCO, 2022).
Outro ponto importante é o preço dos livros. No Brasil, eles costumam ser caros, dificultando o acesso para grande parte da população (SNEL, 2021). Na Argentina, por outro lado, é comum encontrar edições populares e livros usados, o que contribui para uma maior democratização.
O Brasil possui um número reduzido de livrarias, mal distribuídas. Buenos Aires, em contraste, abriga uma impressionante quantidade de livrarias, sendo considerada a cidade com mais livrarias per capita do mundo (The Guardian, 2015). A leitura, para os argentinos, é uma prática cultural e de lazer; no Brasil, ainda não está plenamente integrada à rotina da maioria.
Conclusão
Enquanto o Brasil vê suas livrarias desaparecerem, a Argentina, especialmente sua capital, prova que é possível manter a leitura viva com políticas públicas, apoio cultural e valorização da literatura como parte da vida cotidiana.
Mais do que uma comparação, este cenário é um convite à reflexão: o que podemos aprender com o exemplo argentino? Incentivar a leitura é mais do que vender livros, é construir uma sociedade mais crítica, informada e conectada com sua cultura.
REFERÊNCIAS
-
AGUIAR BUENOS AIRES. Livraria El Ateneo Grand Splendid. Disponível em: https://aguiarbuenosaires.com/livraria-el-ateneo/. Acesso em: 14 jul. 2025.
-
CAPIF – Cámara Argentina de Productores de Fonogramas y Videogramas. Informe Anual 2022. Disponível em: https://www.capif.org.ar/
-
CARTACAPITAL. Por que tantas livrarias estão fechando no Brasil? 2021.
-
CLARÍN. Las librerías más emblemáticas de Buenos Aires. 2020.
-
FOLHA DE S.PAULO. Saraiva e Cultura entram em recuperação judicial. 2018.
-
G1. Número de livrarias no Brasil cai pela metade em uma década. 2019.
-
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: Práticas de Leitura, 2020.
-
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da Leitura no Brasil – 5ª edição. 2020.
-
LA NACIÓN. Borges, Cortázar y Sábato: el alma literaria argentina. 2019.
-
SNEL – Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Panorama do Setor Livreiro no Brasil, 2021.
-
THE GUARDIAN. Top 10 bookstores around the world. 2015.
-
UNESCO. World Book Capital Cities and Reading Promotion Strategies, 2022.
quarta-feira, 18 de junho de 2025
A História da Maçonaria (Cordel)
A História da Maçonaria
Na sombra de um tempo antigo,
Surgiu uma irmandade,
De homens justos, fraternos,
Com saber e lealdade.
Das pedras erguidas no chão,
Da arte do construtor,
Nasceu uma tradição
De justiça e de valor.
Foi templo, foi catedral,
Foi ciência, foi saber,
E entre lendas e segredos,
Veio a Ordem florescer.
De mestres pedreiros sábios
A um grupo mais ideal,
Que busca a luz da verdade
No caminho espiritual.
A Maçonaria cresceu,
Com seu rito e tradição,
Sempre pregando o respeito,
A paz e a união.
Suas colunas se erguem
Sobre fé e caridade,
Com estudo, liberdade,
E a busca da igualdade.
Com o esquadro e o compasso,
Simboliza a retidão,
Cada símbolo nos guia
Na reforma do coração.
É discreta, não secreta,
Como muitos vão falar,
Mas guarda com reverência
O que é pra se revelar.
Homens livres, bem formados,
De coragem e de valor,
Se unem com compromisso
De fazer o mundo melhor.
Da Inglaterra ao Brasil,
Sua luz veio brilhar,
Inspirando até heróis
Que lutaram sem cessar.
Foi presente na história,
Na Independência, ali,
Com Tiradentes sonhando
Um Brasil justo e porvir.
Assim segue a Maçonaria
Em sua nobre missão:
Luz, saber, fraternidade
E a paz como direção.
segunda-feira, 26 de maio de 2025
A Perseguição dos Maçons pelo Nazismo na Segunda Guerra MundiaL
Durante o regime nazista na Alemanha (1933–1945), diversos grupos foram perseguidos sistematicamente por motivos ideológicos, raciais ou políticos. Embora as vítimas mais conhecidas tenham sido os judeus, os ciganos, os homossexuais e os opositores políticos, os maçons também foram alvo da repressão nazista. A perseguição à maçonaria foi motivada por uma combinação de teorias conspiratórias, ideologia totalitária e uma profunda desconfiança por parte de Adolf Hitler e seus colaboradores quanto às atividades secretas e internacionalistas das lojas maçônicas.
A aversão do nazismo à maçonaria está enraizada nas teorias conspiratórias que ganharam força na Europa desde o século XIX, especialmente após a publicação dos Protocolos dos Sábios de Sião, um falso documento que alegava a existência de uma conspiração judaico-maçônica para dominar o mundo. Os nazistas adotaram essa narrativa, promovendo a ideia de que os maçons colaboravam com os judeus para enfraquecer a civilização germânica e o cristianismo.
Além disso, o caráter internacionalista, laico e humanista da maçonaria entrava em conflito direto com os princípios do nazismo, que pregava o nacionalismo extremo, a obediência ao Führer, o militarismo e o antissemitismo.
Após a ascensão de Hitler ao poder em 1933, as lojas maçônicas começaram a ser fechadas em toda a Alemanha. O Partido Nazista declarou a maçonaria uma organização inimiga do Estado, e seus membros passaram a ser vigiados, presos e enviados a campos de concentração. Muitos foram executados.
O Decreto de 1935, conhecido como “Gesetz zur Sicherung der Einheit von Partei und Staat” (Lei para Garantir a Unidade do Partido e do Estado), formalizou a proibição das organizações maçônicas, colocando seus bens sob controle do Estado. Estima-se que cerca de 80.000 maçons foram afetados pela repressão nazista na Europa ocupada, com milhares mortos em campos como Dachau e Buchenwald.
O regime nazista também promoveu uma campanha de propaganda agressiva contra a maçonaria. Exposições públicas, panfletos e filmes acusavam os maçons de traição, conspiracionismo e decadência moral. Um exemplo notável foi a exposição “Die Freimaurerei – Weltfeind Nr. 1” (“A Maçonaria – Inimigo Mundial Nº 1”), realizada em 1937 em Dresden, que retratava os maçons como fantoches do judaísmo internacional.
Símbolos maçônicos foram frequentemente usados como prova de suposta conspiração, e a suástica foi promovida como símbolo de pureza ariana em contraste com os emblemas universais da fraternidade maçônica, como o compasso e o esquadro
Apesar da perseguição, muitos maçons participaram de movimentos de resistência ao nazismo, tanto na Alemanha quanto nos países ocupados. Lojas clandestinas foram fundadas, algumas até mesmo dentro de campos de concentração, como é o caso notável da Loja Liberté chérie, fundada por prisioneiros belgas em Esterwegen, em 1943.
A perseguição aos maçons pelo regime nazista foi parte de um projeto maior de controle totalitário e eliminação de qualquer forma de organização independente que pudesse representar uma ameaça à ideologia do Terceiro Reich. Embora menos lembrados do que outros grupos perseguidos, os maçons sofreram intensamente com a repressão, e seu martírio é mais um capítulo sombrio da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto.
Bibliografia
BERNHEIM, Alain. The Nazi Persecution of Freemasonry. Southern California Research Lodge, 1997.
KAUFMAN, Paul. The Impact of Nazism on the Masonic Fraternity in Germany. The Masonic Society Journal, nº 12, 2009.
MOSS, Kenneth. Nazi Ideology and the Holocaust. United States Holocaust Memorial Museum, 2006.
UNITED STATES HOLOCAUST MEMORIAL MUSEUM. Persecution of Freemasons. Disponível em: https://www.ushmm.org. Acesso em: abril de 2025.
A difícil tarefa de admitir quando estou errado
Algo que me incomoda profundamente é lidar com
pessoas que acreditam estar sempre certas. Elas demonstram uma convicção
inabalável em suas opiniões, mesmo quando os fatos provam o contrário. Quando
algo dá errado, jamais assumem qualquer responsabilidade, a culpa, para elas, é
sempre do outro.
Esse tipo de comportamento torna a convivência
desgastante. Em vez de buscarem soluções ou aprenderem com os erros, preferem
apontar falhas, parece sentir mais satisfação em encontrar algo que não
funcionou do que em celebrar um acerto, basta um pequeno erro, uma falha
mínima, para que aquilo se torne o centro das atenções, alvo de críticas e
julgamentos.
Além disso, pessoas com esse perfil costumam
ter um alto grau de desconfiança em relação aos que estão ao seu redor. Elas
duvidam das intenções dos outros, interpretam gestos simples como ameaças
veladas e, frequentemente, sentem-se traídas por situações que sequer envolvem
má-fé. Essa constante vigilância, essa sensação de estar sempre cercadas por
possíveis adversários, as torna defensivas, frias e, muitas vezes, agressivas
em suas reações.
Do ponto de vista neurológico, esse padrão de
comportamento está frequentemente associado a uma região do cérebro ligada ao
processamento do medo, da ameaça e das emoções negativas que contribui para o
foco excessivo nos erros, a dificuldade de confiar e a tendência a se proteger
mesmo quando não há risco real. O córtex pré-frontal é a área do cérebro
responsável pelo julgamento equilibrado, empatia e tomada de decisões
conscientes, acabam sendo menos ativadas. Isso explica por que essas pessoas
têm dificuldade em refletir sobre suas próprias atitudes, aceitar críticas ou
enxergar as situações sob outros pontos de vista.
A negatividade constante e a desconfiança
exagerada contaminam o ambiente. Um maior foco nos defeitos, nos deslizes e nas
imperfeições dificulta a possibilidade de crescimento tanto pessoal quanto
coletivo. Erros fazem parte da vida e nos ensinam a evoluir. Mas para que isso
aconteça, é necessário ter humildade, empatia e maturidade emocional.
Pessoas que não admitem suas falhas, que não
se abrem para outras perspectivas e que vivem sob o peso da desconfiança acabam
afastando os outros. Convivem em constante tensão, como se estivessem num campo
de batalha, e não num espaço de trocas e aprendizados. Em vez de colaborar,
competem. Em vez de apoiar, condenam.
A convivência saudável exige diálogo, respeito
e, acima de tudo, disposição para ouvir e confiar. Quando se entende que errar
é humano, e que confiar nos outros é uma escolha que fortalece os vínculos, as
relações se tornam mais leves, construtivas e verdadeiras.
Ednardo Sousa Bezerra Jr.
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